24/01/2015

R.I.P. EDGAR FROESE - TANGERINE DREAM

R.I.P. Tangerine Dream's Edgar Froese In a truly sad bit of news, Edgar Froese, the legendary founder of German electronic music pioneers Tangerine Dream, has passed away after suffering a pulmonary embolism.

UFO, Cheap Trick, Lena Lovich, Joe Jackson,Tangerine Dream, Status Quo, Duran Duran, Classix Nouveau, Peter Gabriel, Mike oldfield, Blues Band, Fisher Z, Elvis Costelo, Whitesnake em Cascais, The Clash no pavilhão do dramatico de Cascais, King Crimson no estádio do Restelo 1980, etc... um ano CHEIO DE MEMORAVEIS CONCERTOS.

Um dos INESQUECIVEIS FOI - TANGERINE DREAM NO PAVILHÃO INFANTE SAGRES, PORTO, 1980... o palco tinha um cenario deslumbrante.... depois da primeira musica, quase todos nos começámos a sentar no chão, a musica assim o exigia... conduzia-nos para uma relaxante e cósmica viagem .

He was 70 years old. The band’s influence spanned genres and decades: Along with the likes of Kraftwerk, Can, and Neu!, they were pivotal in the development of the experimental electronic-rock hybrid known as krautrock. Later they had a major impact on ambient and new age music and helped define the spacey Berlin school of electronic music.

Tangerine Dream’s music lent itself to movie soundtracks, so Froese scored numerous films ranging from the Tom Cruise romp Risky Business to the vampire Western Near Dark. Froese was active up until the present day; Tangerine Dream recently contributed the score for Grand Theft Auto V.

 His impact on modern music is incalculable. News of the musician's death was shared via the group's Facebook page today (January 23), with the post confirming that Froese had died "suddenly and unexpectedly" in Vienna on Tuesday (January 20). "The sadness in our hearts is immensely [sic]," the post reads. "Edgar once said: 'There is no death, there is just a change of our cosmic address.' Edgar, this is a little comfort to us." Froese formed Tangerine Dream in 1967, following the breakup of his psych-rock outfit the Ones. Over the years, Froese had produced an absurdly prolific catalogue of experimental electronic music with a revolving cast of supporting players.

Debut LP Electronic Meditation was a Krautrock-leaning tape collage experiment, while landmark effort Phaedra was an expansive exploration of modular synth work, ambient tones and drones. The group's last studio LP was 2014's Chandra - The Phantom Ferry Part II. Edgar Froese, the founder of pioneering electronic band Tangerine Dream, has died at the age of 70. According to Tangerine Dream’s Facebook page, Froese passed away “suddenly and unexpectedly” from the effects of a pulmonary embolism. He was residing in Vienna, Austria.

 A native of West Berlin, Froese founded Tangerine Dream in 1967 and remained the band’s only constant member through its six decade existence. The band is well known for its mammoth creative output, having released over 100 albums in addition to scoring countless movie film scores and soundtracks.

 Alongside fellow German outfits like Kraftwerk and Can, Tangerine Dream was a torchbearer of the Krautrock genre. In the 1970s, Froese began experimenting with new studio techniques, including sequencers and the Moog synthesizer.

It was during these years that Tangerine Dream experienced the height of its critical and commercial success, as 1973’s Atem was crowned album of the year by influential UK DJ John Peel, and 1974’s Phaedra reached No. 15 on the UK charts. For many, Tangerine Dream is familiar for its soundtrack work in films including Sorcerer, Risky Business, Firestarter, Flashpoint, and The Keep.

More recently, Froese scored the video game Grand Theft Auto V. Froese remained active up until his death: In June, Tangerine Dream released a new studio album entitled Chandra – The Phantom Ferry Part II.

KIM FOWLEY


R. I. P. KIM FOWLEY

Kim Fowley (21 de julho de 1939- 15 de janeiro de 2015 (75 anos)) A solo, ou na sombra a lançar grupos como as Runaways, o americano Kim Fowley marcou a história do rock das últimas décadas.

 O produtor e empresário do grupo Runaways de Joan Jett, um dos compositores de “Cherry Bomb”, e de músicas para Kiss e Alice Cooper enfrentava um cancro.

 Fowley tem esculpida uma corrida aparentemente interminável de produção de composição e contribuições: Frank Zappa, Paul Revere e os Raiders, Leon Russell, Kiss, Helen Reddy, The Runaways, Bachman-Turner Overdrive, e um estádio cheio de luzes menores e totais desconhecidos. E o sucesso internacional como artista a solo.

Há uma chance de que no momento em que você ler esta entrevista com o lendário produtor / compositor / cineasta / ator Kim Fowley, Kim Fowley esteja morto.

Mas não tome nossa palavra para ele. Dizia Kim.
“In two weeks I’m going in to have bladder cancer surgery, and there’s a good chance that I might die.  Part of me hopes I do die.  I could care less.  Man, I’ve had cancer four times in my life, pneumonia nine times and polio twice. I would say that I’m due. If I die, it will be somebody else’s turn to be kicked around and disliked.”

If this truly turns out to be the 72-year-old’s last hurrah, nobody will argue that he didn’t leave quite a legacy.  Beginning with the likes of Nut Rocker by B Bumble & The Stingers and Alley Oop by The Hollywood Argyles in the 1960s

Fowley escreveu a letra para a canção "Portobello Road", lado b do primeiro single de Cat Stevens "I Love My Dog". Produziu também uma banda derivada dos Them e liderada pelos seus dois ex-membros Pat e Jackie McAuley (que no Reino Unido, por imperativos legais, se chamavam 'Other Them', mas que no continente europeu se continuavam a chamar Them, tendo lançado um álbum intitulado “Them Belfast Gypsies” e o single "Let's Freak Out" sob a designação de Freaks of Nature), bem como uma encarnação primitiva dos Slade, conhecida como The N'Betweens.

Trabalhou ainda com os Soft Machine, de quem produziu “Love Makes Sweet Music”, o seu primeiro single, e com os Lancasters, um grupo de rock instrumental onde pontificava um imberbe Ritchie Blackmore.

 Kim Fowley na década de 1960 também foi artista em nome próprio, tendo editado o seu primeiro álbum, “Love Is Alive and Well”, em 1967. Mas antes, em 1965, escreveu e produziu uma música sobre a experiência psicadélica, "The Trip", que saiu como single.

 Mais tarde surgiu como apresentador no primeiro álbum dos Mothers of Invention de Frank Zappa, “Freak Out!”. Outros singles de Fowley como artista solo incluem "Animal Man", retirado do seu álbum de 1968 “Outrageous”. Todos os seus discos como artista viraram obras de culto, com constantes reedições e edições piratas.

 Em 1969 Kim Fowley produziu o álbum “I'm Back and I'm Proud” de Gene Vincent e co-escreveu o tema-título para o primeiro álbum solo de Warren Zevon, “Wanted Dead or Alive”. Kim Fowley colaborou ainda com o seu amigo Skip Battin num grande número de canções, durante a passagem deste pelos The Byrds como baixista, tendo algumas aparecido no álbum de 1970, “Untitled”, e nos LP de 1971, “Byrdmaniax” e “Farther Along”, com "America's Great National Pastime", deste último, a ser lançada como single.

Em 1973 Kim Fowley produziu as gravações das músicas "At the Hop", "Louie Louie" e "She’s So Fine", dos Flash Cadillac & The Continental Kids, para o filme “American Graffiti”. Também co-escreveu canções para os Kiss, Helen Reddy, Alice Cooper, Leon Russell e Kris Kristofferson.

 Gravou ainda com Jonathan Richman & The Modern Lovers, tendo essas gravações sido editadas em 1981 como “The Original Modern Lovers”; os temas produzidos por Kim Fowley não foram incluídos na versão original do álbum “The Modern Lovers”, mas alguns foram incluídos nas suas posteriores reedições em CD.

 Em 1974 Kim Fowley colocou um anúncio no fanzine local “Who Put the Bomp”, à procura de artistas do sexo feminino. Queria formar um grupo feminino, que ele pudesse produzir e que interpretasse as suas canções, mas ninguém respondeu ao anúncio.

Em 1975 conheceu a guitarrista adolescente Joan Jett, que ambicionava formar uma banda só de raparigas. E menos de duas semanas mais tarde cruzou-se com a baterista Sandy West, de 15 anos de idade, no exterior do Rainbow Bar and Grill em Hollywood, na Califórnia, que lhe contou da sua vontade em formar uma banda feminina depois de ter tocado em vários grupos só com rapazes.

Este encontro levou Kim Fowley a dar a West o número de telefone de Joan Jett. As duas conheceram-se e na semana seguinte já estavam a tocar juntas na casa de West. Muito pouco tempo depois Fowley recrutou Lita Ford, Cherie Currie e Jackie Fox - ficaram assim formadas as The Runaways.

 Apesar de Kim Fowley ter produzido alguns dos seus álbuns e de ter contribuído com letras para músicas, foi a banda a principal responsável pela criação da sua música. O grupo cortou os laços com Fowley em 1977.

Com o apoio do advogado David Chatfield, Kim Fowley gravou o primeiro álbum dos Steel Breeze nos Rusk Studios, em Hollywood, e arranjou-lhes o contrato de gravação com a RCA. Casey Kasem, na edição de 12 de março de 1983 do American Top 40, conta que Fowley descobriu os Steel Breeze quando ouvia as gravações de cerca de 1200 demos que iam ser destruídas pelo clube noturno de Hollywood “Madam Wongs”.

Chatfield e Fowley voaram para Sacramento e assinaram com a banda depois do executivo da Chrysalis Records, Tom Trumbo, ter dito a David Chatfield que andava à procura de uma banda tipo Journey.

Chatfield saiu do escritório de Trumbo e foi para casa de Fowley, onde este pôs a tocar a demo dos Steel Breeze "You Don't Want Me Anymore" que ambos sabiam ir ser um sucesso.

Foi o primeiro single do álbum homónimo da banda, que rapidamente saltou para o Top 20 na Billboard Hot 100, suportado por um vídeo que foi um dos favoritos nos inícios da MTV, tendo alcançado o 16º lugar. O single seguinte, "Dreamin' Is Easy", também chegou ao Top 40.

22/01/2015

PRIMAVERA SOUND BARCELONA 2014


Albert Hammond, Jr., Alt-J, American Football, Andrew Weatherall, Antony & The Jonsons, Ariel Pink, Arthur Russell's Instrumentals, Babes In Toyland, Baxter Dury, Belle And Sebastian, Ben Watt, Benjamin Booker, The Black Keys, The Bohicas, Boreals, Brand New, Caribou, Cheatahs, Chet Faker, Childhood, Christina Rosenvinge, The Church, Cinerama, DJ Coco, D.D. Dumbo, Damien Rice, Dan Deacon, Dave P, Death From Above 1979, Der Panther, DIIV, Disappears, Dixon, Dulce Pájara de Juventud, Earth, Earthless, Eels, Einstürzende Neubauten, Electric Wizard, Ex Hex, Exxasens, Foxygen, Fucked Up, Fumaça Preta, Giant Sand, The Ghost Of A Saber Tooth Tiger, Greylag, Gui Boratto, Hans-Joachim Roedelius, Har Mar Superstar DJ, Health, Hiss Golden Messenger, Hookworms, The Hotelier, Ibeyi, Iceage, Interpol, Jambinai, James Blake, Joan Miquel Oliver, Jon Hopkins, José González, Julian Casablancas + The Voidz, The Julie Ruin, Jungle, Kelela, Kevin Morby, The KVB, Las Ruinas, Les Ambassadeurs, Los Punsetes, Mac DeMarco, Marc Ribot's Ceramic Dog, Mdou Moctar, Mikal Cronin, Mike Simonetti, Mineral, Miquel Serra, Mourn, Movement, My Brightest Diamond, Nancy Whang, Neleonard, The New Pornographers, Nueva Vulcano, Núria Graham, Ocellot, OMD, Ought, Pallbearer, Panama, Panda Bear, Patti Smith plays "Horses", Perfume Genius, Perro, Pharmakon, Ratking, The Replacements, Richie Hawtin, Ride, Rocío Márquez, Roman Flügel, Run The Jewels, Salvaje Montoya, The Saurs, Shabazz Palaces, Shellac, Simian Mobile Disco, Single Mothers, Sleaford Mods, Sleater-Kinney, Soak, The Soft Moon, Spiritualized, Sr. Chinarro, Strand Of Oaks, The Strokes, The Suicide Of Western Culture, Sun Kil Moon, Sunn O))), Swans, Thee Oh Sees, Thurston Moorem Tobias Jesso Jr., Tony Allen, Torres, Tune-Yards, Twerps, Twin Shadow, Tyler, The Creator, Umberto & Antoni Maiovvi, Underworld, Unknown Mortal Orchestra, Viet Cong, Voivod, White Hills, Yasmine Hamdan, Younghusband, The Juan Maclean

26/12/2014

2014 YEAR IN REVIEW

PMA’s Albums of 2014
57 Lykke Li, I Never Learn
55 Death From Above 1979, The Physical World
52 Liars, Mess
 49 Ariel Pink, pom pom
48 MØ, No Mythologies to Follow
47 The New Pornographers, Brill Bruisers
45 Thee Silver Mt. Zion Memorial Orchestra, Fuck Off Get Free We Pour Light On Everything
43 Real Estate, Atlas
42 White Lung, Deep Fantasy
41 Röyksopp & Robyn, Do It Again40 Against Me!, Transgender Dysphoria Blues
38 Azealia Banks, Broke With Expensive Taste
37 Caribou, Our Love
36 Grouper, Ruins
35 Parquet Courts, Sunbathing Animal
34 How To Dress Well, “What Is This Heart?”
33 Ben Frost, A U R O R A
32 Owen Pallet, In Conflict
31 Strand of Oaks, HEAL
30 Beck, Morning Phase
27 Ty Segall, Manipulator
26 The Antlers, Familiars
23 Angel Olsen, Burn Your Fire For No Witness
21 Future Islands, Singles
20 Wild Beasts Present Tense
18 Shabazz Palaces Lese Majesty
15 Todd Terje It’s Album Time
14 Mac DeMarco Salad Days
13 Spoon They Want My Soul
11 Sharon Van Etten Are We There
09 Aphex Twin SYRO
08 Swans To Be Kind
06 FKA twigs LP1
05 Run The Jewels Run The Jewels 2
04 Sun Kil Moon Benji
03 St. Vincent St. Vincent
02 War on Drugs Lost in the Dream
01 Beyoncé BEYONCÉ

2014 YEAR IN REVIEW

2014 Year In Review
This was 2014 in music: Punk rock about gender identity. Americana folk from Sweden. The biggest pop smash of the year, from a former country ingenue. In wrapping up the year’s mainstream and indie releases, I don’t want to inadvertently slight the best Norwegian black metal or Andean pan flute albums of the year. So instead, here are Austin360’s 50 Albums Worth Listening To, for one reason or another. (I did listen to loads of non-pan-flute tunes this year.)
 The War On Drugs – “Lost In the Dream
Jenny Lewis – “The Voyager””
St. Vincent – “St. Vincent”
Run the Jewels – “Run the Jewels 2”
Sun Kil Moon – “Benji”
Future Islands – “Singles”
FKA twigs – “LP1”
The New Pornographers – “Brill Bruisers”
Sharon Van Etten – “Are We There”
Angel Olsen – “Burn Your Fire For No Witness”
First Aid Kit – “Stay Gold”
Real Estate – “Atlas”
Jessie Ware – “Tough Love”
Cheatahs – “Cheatahs”
You Blew It! – “Keep Doing What You’re Doing”
Ryan Adams – “Ryan Adams”
Against Me! – “Transgender Dysphoria Blues”
Wye Oak – “Shriek”
Alvvays – “Alvvays”
D’Angelo and the Vanguard – “Black Messiah”
Caribou – “Our Love”
This Will Destroy You – “Another Language”
Sylvan Esso – “Sylvan Esso”
Todd Terje – “It’s Album Time”
Temples – “Sun Structures”
Parquet Courts – “Sunbathing Animal”
Bombay Bicycle Club – “So Long, See You Tomorrow”
How To Dress Well – “What Is This Heart?”
Hurray For the Riff Raff – “Small Town Heroes”

 no particular order

05/12/2014

NEGATIVLAND

THE NEGATIVLAND STORY : Since 1980, the 4 or 5 or 6 Floptops known as Negativland, a performance and recording group based in the San Francisco Bay Area, have been creating records, CDs, video, fine art, books, radio and live performance using appropriated sounds, images, objects, and text. Mixing original materials and original music with things taken from corporately owned mass culture and the world around them, Negativland rearranges these found bits and pieces to make them say and suggest things that they never intended to.
In doing this kind of cultural archaeology and “culture jamming” (a term they coined way back in 1984), Negativland have been sued twice for copyright infringement.

Over the years Negativland’s “illegal” collage and appropriation-based audio and visual works have touched on many things - pranks, media hoaxes, advertising, media literacy, religion, the evolving art of collage, the bizarre banality of suburban existence, creative anti-corporate activism in a media-saturated and multinational world, file sharing, intellectual property issues, wacky surrealism, evolving notions of art and ownership and law in a digital age, and artistic and humorous observations of mass media and mass culture.


While it is true that, after being sued, Negativland became more publicly involved in advocating significant reforms of our nation's copyright laws (more recently finding themselves being brought to Washington DC and Capitol Hill as citizen lobbyists for

copyright and art issues), Negativland are artists first and activists second. All of their art and media interventions have intended to pose both serious and silly questions about the nature of sound, media, control, ownership, propaganda and perception in the United States of America. Their work is now referenced and taught in many college courses in the US, has been written about and mentioned in over 150 books (including “No Logo” by Naomi Klein, “Media Virus” by Douglas Rushkoff, and various biographies of the band U2), cited in legal journals, and they often lecture about their work here and in Europe.

Since 1981, Negativland and an evolving cast of characters have operated “Over The Edge,” a weekly radio show on KPFA-FM in Berkeley, California. “Over The Edge” continues to broadcast three hours of live, found-sound mixing every Thursday at midnight, West Coast time, also streamed online. In 1995 they released a 270-page book with 72-minute CD entitled “Fair Use: The Story of the Letter U and the Numeral 2,” documenting their infamous four-year long legal battle over their 1991 release of an audio piece entitled “U2”. They were the subjects of Craig Baldwin’s 1995 feature documentary “Sonic Outlaws” and created the soundtrack and sound design for Harold Boihem’s 1997 documentary film “The Ad And The Ego,” an excellent in-depth look into the hidden agendas of the corporate ad world and the ways that we are affected by advertising. In 2004 Negativland worked with Creative Commons to write the “Creative Commons Sampling License,” an alternative to existing copyrights that is now widely used by many artists, writers, musicians, film makers, and websites.


In 2005, they released the elaborately packaged “No Business” (with CD, 15,000-word essay, and custom-made whoopie cushion), and debuted “Negativlandland” - a large visual art show of over 80 pieces of their “fine art” works, videos, home-made electronic devices, and a life-sized animatronic Abe Lincoln robot, at New York City’s Gigantic Art Space. That art exhibit continues to change and evolve and has traveled around the country, showing in Los Angeles, Seattle, Minneapolis, Houston, and Richmond, VA.


In 2007, Negativland released “Our Favorite Things,” a feature-length DVD collection of their many years of collaborative film work, and in 2008 they surprised themselves and everybody else by putting out a toetapping all-songs project of one member’s compositions called “Negativland Presents Thigmotactic,” and they continue to occasionally visit Washington DC as citizen lobbyists.


More recently, Negativland has been performing a show of radically new audio-visual versions of many Negativland fan-favorites that have never before been heard live. Negativland’s current performance project, entitled “Content!,” finds them teaming up with electronic musician Wobbly, and “live cinema” video artist Steev Hise, to create a visual and sonic performance that reinvents favorite past and present dialog cut-ups, while showcasing Negativland’s homemade electronic noise-making devices that they call “Boopers,” and relying heavily on group improvisation.


And in 2014, for their first new audio release in six years, “It's All In Your Head” finds the group tackling their biggest subject ever: God. This ambitious and densely-crafted double CD is packaged inside an actual King James Holy Bible which has been appropriately repurposed into a “found” art object. Negativland mixes found music, found sound, found dialogue, guest personalities and original electronic noises into a compelling and thoughtful musical essay on monotheism, Christianity, Islam, Judaism, neuroscience, suicide bombers, 9/11, colas, war, shaved chimps, and the all-important role played by the human brain in our beliefs. The audio is presented as a live radio broadcast

(modeled after the “Over The Edge” radio program).

This theater-of-the-mind project has been assembled from basic tracks recorded live in front of blindfolded studio audiences, and documents the unique style of live collage performances that Negativland has been presenting on stages, and on radio, since the formation of the group in 1980.


Negativland is interested in unusual noises and images (especially ones that are found close at hand), unusual ways to restructure such things and combine them with their own music and art, and mass media transmissions which have become sources and subjects for much of their work. Negativland covets insightful humor and wackiness from anywhere, lowtech approaches whenever possible, and vital social targets of any kind. Foregoing ideological preaching, but interested in side effects, Negativland is like a subliminal cultural sampling service concerned with making art about everything we aren't supposed to notice.


About “It's All In Your Head”: Negativland's new album,  “It's All In Your Head”, finds the group tackling their biggest subject ever: why humans believe in God.  Millennia-in-development, this ambitious and densely-crafted double CD is packaged inside an actual Holy Bible which has been appropriately repurposed into a “found” art object.


“It's All In Your Head” intends to entertain, inform, and provoke.  On the CDs, Negativland mixes found music, found sound, found dialogue, guest personalities and original electronic noises into a compelling and thoughtful musical essay that looks at monotheism, Christianity, Islam, Judaism, neuroscience, suicide bombers, 9/11, colas, war, shaved chimps, and the all-important role played by the human brain in our beliefs. Reading the attached Bible is optional.


The audio is presented as a live radio broadcast, modeled after Negativland's weekly “Over the Edge” radio program on KPFA-FM in Berkeley, CA. This theater-of-the-mind project has been carefully crafted from basic tracks recorded live in front of blindfolded studio audiences, and documents the unique style of live collage performances that Negativland has been presenting on stages, and on radio, since the formation of the group in 1980.


Since its previous album release six years ago, Negativland has kept busy with its weekly radio program, lectures, art gallery shows and live performances in the U.S. and Europe.  Currently in the works are several different studio albums, including Negativland's all-electronic “Booper Symphonies,” two brand new “Over the Edge” album releases, more art shows, and a new touring live show called “Content!” with upcoming performances at festivals such as Bumbershoot, All Tomorrow's Parties, and Moogfest.


NEGATIVLAND ALBUMS, BOOKS, DVDS AND ART SHOWS


Albums and EPs

1980 Negativland
1981 Points
1983 A Big 10-8 Place
1984 Over The Edge Vol. 1: JamCon ’84
1985 Over The Edge Vol. 1 1/2: The Starting Line with Dick Goodbody
1986 Over The Edge Vol. 2: Pastor Dick: Muriel’s Purse Fund
1987 Escape From Noise
1989 Helter Stupid
1989 Over The Edge Vol. 3: The Weatherman’s Dumb Stupid Come-out Line
1990 Over The Edge Vol. 4: Dick Vaughn’s Moribund Music of the 70’s
1991 “U2” (EP)
1992 “Guns” (EP)
1993 Over The Edge Vol. 5: Crosley Bendix: The Radio Reviews
1993 Over The Edge Vol. 6: The Willsaphone Stupid Show
1993 Free
1994 Over The Edge Vol. 7: Time Zones Exchange Project
1995 Over The Edge Vol. 8: Sex Dirt
1995 Dead Dog Records (as part of the “Fair Use” book)
1997 “Truth In Advertising” (EP)
1997 Dispepsi
1998 “Happy Heroes” (EP)
1999 “The ABCs of Anarchism” [with Chumbawamba] (EP)
2002 Deathsentences of the Polished and Structurally Weak (Book and CD)
2005 No Business (Book and CD)
2008 Negativland Presents Thigmotactic
2014 It's All In Your Head

DVDs

1989 No Other Possibility (as part of A Big 10-8 Place reissue)
2007 Our Favorite Things

Books

1995 Fair Use:The Story of the Letter U and the Numeral 2
2002 Deathsentences of the Polished and Structurally Weak
2005 No Business

Compilations and Remixes

1984 Yogi Cometbus Audiocassette Magazine - “Seventy Dreams”
1985 Local International - “One Through Twenty”
1987 Northern California Is A Noisy Place, Indeed - “Paul McCartney's Penis”
1987 Objekt 3 - “Radio Advertising”
1987 Zamizdat Trade Journal - “General Cavendish”
1987 Unsound Magazine “Play It Again”
1987 Potatoes - “Perfect Scrambled Eggs”
1987 Mashed Potatoe - “A Mashed Version Of Potatoes”
1990 Live At The Knitting Factory Volume Three - “You Must Choose”
1992 Bob’s Media Ecology² - “Tribal Mandate”
1997 Resonance Magazine - “Fast Talk”
1998 Staalplaat’s “The Sound of Music 3” CD - “The Weatherman's Big 10-8 Doof”
1999 Knitting On The Roof - “Tevye's Dream”
2000 Hate People Like Us - “What's Music?”
2001 Yo-Yo A Go-Go 1999 - “The Immortal Words Of Casey Kasem”
2002 Tracks From The Best Dance Albums Of All Time - “Christianity Is Stupid”
2003 Ikebana: A Tribute to Merzbow - “An Actual Attack”
2003 Dubtometry - “Asphalt”
2006 Musicworks - “No Business” / “Favorite Things” / “It’s All In Your Head FM” (Rehearsal)

Retrospective Art Shows

2013 “Our Favorite Things” Ghost Print Gallery, Richmond, VA
2012 “Our Favorite Things” La Luz De Jesus, Los Angeles, CA
2010 “Our Favorite Things” Nau-haus Gallery, Houston, TX
2006 “Negativlandland” Creative Electric Studios, Minneapolis, MN
2006 “Negativlandland” Consolidated Works, Seattle, WA
2005 “Negativlandland” Gigantic Art Space, New York, NY

Other Art Shows in US and Europe

2010 “Thigmotactic” Sean Pace Gallery, Asheville NC
2010 “Dead Fingers Talk: The Influence of William Burroughs” IMT Gallery, London, England
2009 “Motion Graphics Festival” Chicago IL, Boston MA, Atlanta GA, Austin TX
2007 “In Appropriations” Gulf Coast University Museum, Ft. Myers, FL
2007 “Madonna and Child” Madison County Arts Council, Marshall, NC
2007 “Homegrown” Southeastern Center of Contemporary Arts, NC
2007 “System Error” Siena, Italy
2007 Sonar, Barcelona, Spain
2006 Scope Art Basel, Miami FL
2006 “Illegal Art” Art & Culture Center of Hollywood, FL
2006 “Illegal Art” Pacific NW College of Art, Portland, OR
2005 Projections on Side of World Intellectual Property Organization Building Geneva, Switzerland
2004 “Co-lage” Matthews Gallery, Tampa FL
2004 “Illegal Art” In These Times, Chicago
2004 “Illegal Art” Resource Center for Activism and Art, Washington DC
2004 “Illegal Art” SF MOMA, San Francisco, CA
2003 “Illegal Art” CBGB Gallery, New York, NY
2002 “Version 2.0” Chicago MOMA, Chicago IL
2002 Shack Obscura Van De Griff-Marr Gallery Santa Fe, NM
2002 “Deathsentences” Cornish College, Seattle, WA
2002 “The New Gatekeepers” Columbia University School Of Journalism, New York, NY
2001 “Pixelplunder” year01.com, 2001 Toronto Canada

18/10/2014

BJORK - FILM BIOPHILIA LIVE

Biophilia Live : filme-concerto da artista islandesa gravado ao vivo em Londres em 2013, vai ser exibido na próxima quarta-feira (dia 22) em salas de cinema de Lisboa e Porto, respetivamente o UCI do El Corte Inglés e Arrábida Shopping.

Cada um dos cinemas terá direito a duas exibições do filme, gravado ao vivo em 2013 no Alexandra Palace, em Londres: uma às 19h00 e outra às 22h00.

Os bilhetes custam 8,70 euros. A sessão das 22h00 em Lisboa será apresentada pelo jornalista Nuno Galopim e o crítico de cinema João Lopes.

 O filme documenta a apresentação ao vivo em Londres do projeto multimédia que se traduziu no álbum Biophilia, o mais recente da artista islandesa. Em palco, estiveram variados instrumentos, digitais e tradicionais, e outros "completamente inclassificáveis".

PRIMUS

Original Primus members Les Claypool, Larry Lalonde and Tim Alexander are reunited in this tribute to the 1971 film "Willy Wonka & The Chocolate Factory." The band will tour the United States this fall.

 “Primus & the Chocolate Factory with the Fungi Ensemble” será editado no próximo dia 21 de Outubro. O projecto sucessor de “Green Naugahyde” de 2011, apresenta um conjunto de 14 faixas que representam um remake do clássico “Willy Wonka e a Fábrica de Chocolate”, de 1971.

Les Claypool terá afirmado que o projecto surgiu do desagrado da banda em relação à adaptação do original por parte do realizador Tim Burton. Claypool sublinhou, em comunicado: “Acho que uma boa porção de pessoas no planeta inteiro ficaram desiludidos pelo remake do filme Willy Wonka – a versão de Tim Burton.“.

O baixista acrescentou: “Eu queria mesmo homenagear um filme que foi muito importante para mim quando era criança e que me influenciou bastante a nível musical.” Segundo Claypool, a banda tentou modificar bastante as músicas do filme, conferindo-lhes um cunho único. Para além da readaptação da musicalidade original, a banda procurou recuperar o toque sombrio dos livros de Roald Dahl. Já é possível adquirir o álbum em regime de pré-compra.

VODAFONE MEXEFEST 2014

The Fresh & Onlys cancelam digressão europeia e já não tocam no festival lisboeta.
O cartaz do Vodafone Mexefest continua a ganhar forma agora com mais quatro novas confirmações para a edição deste ano.

De regresso ao nosso país estão os Palma Violets, depois da passagem o ano passado por Paredes de Coura, a banda britânica vai trazer na bagagem 180, o único álbum editado pelos londrinos e conta com o selo da Rough Trade.

A esta confirmação juntam-se os BRISTOL, do francês Marc Collin (Nouvelle Vague), os portugueses Éme e Savanna, o hip-hopper nova-iorquino Pharoahe Monch, o português Stereossauro, os também nacionais Salto e o cantor Francis Dale, alter ego do lisboeta Diogo Ribeiro, atuarão no festival que se realiza em várias salas de Lisboa, no final de novembro.

 A Pharoahe Monch, Stereossauro, Salto e Francis Dale juntam-se os já anunciados Adult Jazz, Bristol, Capicua, Cloud Nothings, Curtis Harding, Deers, Duquesa, Éme, I Break Horses, JJ, Johanna Glaza, Kindness, King Gizzard & The Lizard Wizard, Meu Kamba Soundsystem, Modernos, Palma Violets, Perfume Genius, Savanna, Sensible Soccers, Sharon Van Etten, Shura, Sinkane, St. Vincent, The Fresh & Onlys, Throes + The Shine, Tiago Iorc, Tune-Yards, Palma Violets, Bristol, Éme e Savanna.

 Os bilhetes para o festival lisboeta, que acontece a 28 e 29 de novembro, têm preço único de 40 euros mas a aplicação do evento para IOS e Android dá um desconto de 5 euros na compra dos ingressos.

DORIS LESSING



Doris Lessing CH, nascida Doris May Tayler (Kermanshah, 22 de outubro de 1919 — Londres, 17 de novembro de 2013).

Autora de obra prolífica, que inclui trabalhos como as novelas The Grass is Singing e The Golden Notebook, sua obra cobre um vasto leque estilístico, indo da autobiografia à ficção científica, com claras influências do modernismo. 

Foi galardoada com o Nobel de Literatura de 2007, tendo a Academia Sueca apontado, como razão determinante, a existência na sua obra de características que fazem dela "a contadora épica da experiência feminina, que com cepticismo, ardor e uma força visionária escrutinou uma civilização dividida".

 Doris Lessing é a 11.ª mulher a ganhar este galardão nos seus 89 anos de história e a pessoa mais idosa que jamais o recebeu.

Doris Lessing foi oficialmente batizada como Doris May Tayler, em Kermanshah , no Curdistão iraniano, então parte do Reino da Pérsia, onde viveu até os seis anos de idade. 

Filha do capitão Alfred Tayler e de sua mulher Emily Maude Tayler (nascida McVeagh), ambos cidadãos britânicos nascidos na Inglaterra.

 O seu pai tinha perdido uma perna durante a sua participação na Grande Guerra, e fora durante a sua convalescença da amputação que conhecera a sua futura esposa, então enfermeira no Royal Free Hospital de Londres.

 Após a Guerra, Alfred Tayler, que antes fora bancário, mudou-se com a família para Kermanshah, na Pérsia (agora Irão), aceitando um emprego como bancário no Imperial Bank of Persia, razão pela qual Doris Lessing ali nasceu em 1919.

Em 1925, quando a comissão de serviço terminou, a família mudou-se para a colónia britânica da Rodésia do Sul (hoje o Zimbabwe), onde havia adquirido cerca de 1000 acres (cerca de 405 ha) de matagal e o pai se pretendia fixar como agricultor, cultivando ali milho e tabaco.

Apesar da rudeza do ambiente que a rodeava, a mãe de Lessing pretendia levar na nova fazenda uma vida eduardiana, o que talvez pudesse ter sido possível se a exploração prosperasse, o que não aconteceu, já que a fazenda, apesar do investimento e do esforço, não conseguiu atingir as expectativas criadas.

Doris foi educada na Escola Secundária do Convento Dominicano de Salisbúria (actual Harare), uma escola confessional só para raparigas operada pelas irmãs dominicanas. Nunca tendo gostado do ambiente criado pelas freiras que administravam a escola e em conflito permanente com a sua mãe, Doris abandonou a escola aos 13 anos, sendo autodidacta em toda a sua formação posterior.

Com o agudizar do conflito com a mãe, abandonou a casa aos 15 anos de idade, passando a trabalhar como ajudante de ama, tomando conta das crianças de uma família. Por essa altura começou a ler materiais sobre política e sociologia que lhe eram emprestados pelos patrões. Por essa época, começou a escrever.

Em 1937, Doris mudou-se para Salisbúria para trabalhar como telefonista, casando em 1939 com Frank Charles Wisdom, com quem teve dois filhos (um filho e uma filha), antes do casamento se desfazer em 1943, quando o casal se separa ficando as crianças com o pai.

Após o seu divórcio, Doris é atraída para o Left Book Club, um círculo de leitores de inspiração comunista, tendo aí encontrado o seu segundo marido, o alemão Gottfried Lessing, que viria mais tarde a ser nomeado embaixador da República Democrática Alemã no Uganda, onde foi assassinado em 1979 durante a rebelião contra Idi Amin Dada.

 Casaram em 1945 e tiveram um filho (Peter Lessing) pouco antes do casamento ter acabado em novo divórcio no ano de 1949. Doris, que optou por manter o apelido germânico do segundo marido, partiu então para Londres na companhia do filho.

Pouco depois de se fixar em Londres com o filho Peter, Doris Lessing publica o seu primeiro romance, The Grass Is Singing (A Canção da Relva), saído a público ainda em 1949. 

O seu livro mais famoso, e que representaria o seu lançamento como escritora consagrada, foi The Golden Notebook (O Carnê Dourado), publicado em 1962.

Devido às campanhas públicas contra as armas nucleares e contra o regime de apartheid na África do Sul, Doris Lessing foi banida daquele país e da Rodésia durante muitos anos.


Para demonstrar as dificuldades enfrentadas por novos autores que queiram ver os seus livros editados, em 1984, tentou publicar duas novelas sob o pseudónimo de Jane Somers. As novelas foram rejeitadas pelo seu editor britânico, mas aceitas por outro, Michael Joseph, e pela editora americana Alfred A. Knopf..

PREMIO LEYA - AFONSO REIS CABRAL

Afonso Reis Cabral/ Prémio LeYa: «Inspirei-me na minha vida» .

Afonso Reis Cabral, vencedor do Prémio LeYa de Literatura, diz que só escreve sobre o que sabe e não gosta de pensar que a genética é a responsável pela sua escrita.

 Aos 24 anos, o mais jovem vencedor do galardão, trineto de Eça de Queiroz, destacou-se ontem entre 361 concorrentes de 14 países, com o romance "O meu irmão" Uma pressão nunca vem só, mas afasta-se com a mesma facilidade com que as pernas se desentorpem no jardim, enquanto processa a notícia e responde a chamadas. "Saí par estar dar um passeio, para estar um bocadinho sozinho. Ainda não sei qual a sensação de ganhar o prémio. Soube pouco antes de ter sido divulgado. Desde essa altura que estou numa roda viva, a tentar assimilar tudo. Só daqui a uns dias vou assentar",
explica Afonso Reis Cabral, acabado de ser distinguido com o Prémio Leya, conhecido ontem, na sede do grupo editorial.

 Aos 24 anos, torna-se o mais jovem autor a receber o galardão, no valor de 100 mil euros. Há outra curiosidade a assinalar, mais para deleite dos leitores que do próprio: o seu trisavô paterno chamava-se José Maria de Eça de Queiroz. "Ainda não estou publicado em termos de romance e os meus colegas continuam a ler 'Os Maias'", ri-se Afonso, quando  lhe perguntam se em algum momento os amigos preferem a prosa do trineto aos clássicos de leitura obrigatória, nem sempre triunfantes no gosto da pós-adolescência. "É uma honra ter este antepassado, mas não quero pensar numa influência genética, nada que se pareça. Não penso muito nisso".

 A árvore genealógica talvez estenda os seus braços até "O meu irmão", a obra que valeu os louros ao escritor, nascido em Lisboa em 1990, e criado no Porto até ao ensino secundário, apesar de Afonso preferir não adiantar muito sobre o conteúdo. "É sempre muito ingrato tentar parafrasear um livro que levei praticamente três anos a escrever, ia estar a trair o livro. Aguardem um pouco, para o lerem", pede o escritor que começou a escrever muito cedo, pelo nove, dez anos. "Não me vejo como um jovem escritor. Não comecei há meia dúzia de dias, mas sim há 14 anos. Independentemente do prémio, o romance já existia".

 Estudou latim e grego - ficou em oitavo lugar numa competição europeia de tradução de grego antigo. Aos 15 anos lançou "Condensação", livro de poesia com 90 páginas. Escreveu ainda "Como Lidar com Um Livro". É licenciado em Estudos Portugueses e Lusófonos pela Universidade Nova de Lisboa, onde concluiu um mestrado em Estudos Portugueses e actualmente trabalha na editora Alethêia.

09/10/2014

BIKE+ SEXY GIRL

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STEPHEN HAWKING + PINK FLOYD

O físico teórico Stephen Hawking faz um alerta à humanidade: abandonem a Terra ou seremos extintos.

 Stephen Hawking participa do novo álbum dos Pink Floyd. O grupo britânico que está sem editar há 20 anos, vai lançar a 10 de novembro um novo álbum de estúdio, «The Endless River».

 A voz artificial do astrofísico britânico Stephen Hawking, considerado um dos cientistas mais famosos desde Einstein, está no caminho certo 'Talkin' Hawkins 'disco' The River Infinito ", programado para chegar às lojas em 10 de novembro.

 A nova música, bem como a anterior, tem trechos de Hawking gravou um comercial para a empresa de telecomunicações British Telecom, em 1994, de acordo com o jornal britânico The Independent. Na época, David Gilmour, vocalista e guitarrista da banda, decidiu comprar os direitos para usar a sua voz.

 Hawking foi diagnosticado aos 21 anos com esclerose lateral amiotrófica, doença degenerativa paralisa todos os movimentos do utilizador ao longo dos anos. Ainda assim, aos 72 anos, o cérebro ainda está intacto e produtivo.

Hoje, os movimentos físicos a bochecha para ativar um dispositivo sonoro tamanho que ajuda a formar palavras e frases.

 -How Hawking’s illness forced his marriage into a ‘black hole’ of despair: First wife says couple were ‘swept away by a wave of fame and fortune’

 -Renowned scientist fell desperately ill with pneumonia in 1985

-His first wife, Jane, refused to end her husband’s life and demanded doctors in Switzerland return him to Cambridge

-Hawking underwent life-saving operation that robbed him of ability to talk

-He went on to complete A Brief History of Time and sold 10 million copies -Revelations made in Hawking, a new documentary about his life

A GOOGLE E OS CAMELOS

Não é de todo uma novidade o facto de a Google passear as suas câmaras Google Street View em cima de carros, barcos, até pessoas… agora surpreendeu o mundo colocando as suas câmaras em cima de camelos, começou a capturar imagens em 360 graus do deserto da Arábia.

 Para minimizar as interrupções que a Google apelida de “ambiente delicado”, a equipa de mapas decidiu aplicar a sua câmera Trekker na parte traseira de um dromedário, de nome Raffia.

MORRISSEY DEPOIS DE LISBOA, REVELA QUE TEM CANCRO

Morrissey arrancou há 3 dias a sua tourné europeia em Lisboa, onde apresentará o seu último trabalho, "World Peace is none of your business", o décimo da sua carreira a solo. Após a sua atuação no Coliseu dos Recreios, uma das salas mais emblemáticas da capital lusa, o artista britânico irá atuar em Madrid, dia 9, e Barcelona, 10.

 Considerado um dos principais cantores e compositores da sua geração, Steven Patrick Morrissey (Manchester, 1959) deu-se a conhecer como vocalista da lendária banda The Smiths, onde formou, juntamente com o guitarrista Johnny Marr, um dos pares criativos mais influentes da música britânica. Nos The Smiths, Morrissey e Marr, junto com Mike Joyce na bateria e Andy Rourke no baixo, assinaram temas tão conhecidos como "This Charming Man", "How Soon is Now?", "Bigmouth Strikes Again" ou "There is a Light that Never Goes Out".

 Em 1987, as diferenças pessoais entre Morrissey e Marr puseram fim aos The Smiths, banda que teria influência em outros grupos de renome como The Stone Roses ou Oasis. Morrissey começou então a sua carreira a solo, e em 1988 lançou seu primeiro álbum "Viva Hate", que conseguiu os primeiros lugares nos tops britânicos.

 Ontem Morrissey revelou que está com cancro. O britânico de 55 anos, mas garantiu que só pretende descansar "quando morrer" .O cantor não revelou qual o tipo de câncer que tem mas declarou que passou por tratamento medico. "Os médicos já realizaram quatro raspagens para remover tecidos cancerosos. O que eu posso fazer? Se eu morrer, morri, e se não acontecer melhor, não morrerei. Neste momento me sinto bem", revelou o cantor em uma entrevista ao jornal espanhol "El Mundo", publicada na última segunda-feira (6).

 "Sei que em algumas fotos recentes não estava com ar de uma pessoa em boa forma, este é o resultado da doença. Com certeza não me preocuparei com isso, vou descansar quando morrer", afirmou Morrissey.

 Nos últimos anos o ex-vocalista do The Smiths cancelou vários shows por problemas de saúde e foi internado diversas vezes. Os médicos já pediram que ele abandone a carreira, mas ele garante que não pensa em deixar de cantar só se for para ser tornar escritor, já que em breve pretende lançar seu primeiro romance.

 Em 2013 lançou sua autobiografia. "Tenho uma idade na qual deveria deixar de fazer música, muito compositores de música clássica morreram aos 34 anos. Eu ainda estou aqui e ninguém sabe o que fazer comigo.

Com um pouco de sorte no ano que vem será lançado meu primeiro romance, assim poderei deixar de fazer música", disse ele.

 Atualmente está em turnê pela Europa para divulgar seu décimo disco solo, "World Peace Is None fo Your Business".

 Logo depois da revelação da doença a página do Facebook do músico foi lotada de mensagens de seus fãs.

 Em 2012 devido a uma lesão muscular nas costas de Soloman Walker, o concerto de Morrissey no Cascais Music Festival foi cancelado. Soloman Walker é o baixista de Morrissey e uma parte fulcral da banda, pelo que, é impossível realizar o concerto sem ele", referia o comunicado divulgado pela promotora Everything is New.

 Morrissey iria tocar no Hipódromo Manuel Possolo, em Cascais, sendo que este concerto iria assinalar o seu regresso a Portugal seis anos depois de ter passado pelo festival Paredes de Coura.

06/10/2014

MORRISSEY TOCA HOJE EM PORTUGAL

Morrissey passeou no Chiado em Lisboa, antes do concerto de hoje há noite no Coliseu dos Recreios, em Lisboa, com a sua digressão mundial de apresentação do álbum ‘World Peace is None of Your Business’.

 No sábado foi fotografado a passear na zona do Chiado. A fotografia que mostra Morrissey a atravessar a rua perto do Largo de Camões foi publicada na página de Facebook “Mozzerians of the world, unite and take over”.

Ao fundo, na imagem, um dos típicos elétricos de madeira amarelos lisboetas. ‘World Peace is None of Your Business’ foi gravado nos La Fabrique Studios, em Saint-Rémy-de-Provence, no sul França. Natural de Manchester, no Reino Unido, Morrisey, de seu nome completo Steven Patrick Morrissey, liderou os The Smiths, banda ativa entre 1982 e 1987.

19/09/2014

RON ENGLISH

The Art of Cheating Death" by Ron English

AL BERTO


Nasceu a 11 Janeiro 1948 (Coimbra, Portugal). Morreu em 1997.
Al Berto, pseudónimo de Alberto Raposo Pidwell Tavares, foi um poeta, pintor, editor e animador cultural português.

JARVIS COCKER

Happy Birthday -  1963, Born on this day, Jarvis Cocker.
 Em 2012, a campanha publicitária surreal que caracterizou Jarvis Cocker, ajudou a Eurostar postar um aumento de 6% nas vendas anuais £803m, e com um número de passageiros acima de 2%, para 9,7 milhões ano a ano.

 O cantor Pulp foi destaque no surreal anúncio Trainstorming by Leg que quebrou em outubro do ano passado. Apresentava Cocker com o cineasta francês Michel Gondry e a popstar belga Arno Hintjens discutindo o que podia aparecer na abertura dos Jogos Olímpicos de 2012.

GLASTONBURY FESTIVAL, 1970

Faz hoje 44 anos, 19 Setembro, 1970.
The first UK Glastonbury Festival took place featuring Marc Bolan, Ian Anderson, Keith Christmas, Quintessence, Amazing Blondel and Sam Apple Pie.

 The first Festival was held on the day after Jimi Hendrix died, over a two day period and before long “word had got around”. It was the Blues festival at the Bath & West Showground that had inspired Michael Eavis to begin a festival of his own although on a smaller scale.

 Acts included: Marc Bolan, Keith Christmas, Stackridge, Al Stewart, Quintessence

 Attendance: 1,500.
 Price: £1 including free milk from the farm.

PAULA REGO


LENE LOVICH

R.I.P. ROBERT YOUNG - PRIMAL SCREAM

Robert Young, conhecido pelos amigos e fãs como “Throb”, morreu na cidade de Hove, na Inglaterra. Músico tinha 49 anos e foi encontrado morto num apartamento durante a madrugada da passada terça-feira, dia 9.

 A informação foi confirmada pela polícia e pelo ex-colega de banda, o baixista Gary “Mani” Mountfield, ao jornal “The Guardian” e à rede BBC. A sua morte não está a ser tratada como suspeita”.

 Robert ‘Throb’ Young, ex-guitarrista dos Primal Scream, fez parte da banda de Glasgow entre 1984 e 2006. Com os Primal Scream, do qual foi um dos fundadores, no início dos anos 1980, Young gravou álbuns como Screamadelica (1991), misturando rock e música eletrônica. Bobby Gillespie e Andrew Innes, membros do Primal Scream, divulgaram comunicado conjunto no qual lamentam a morte do ex-companheiro de banda.

 “Perdemos nosso camarada e irmão Robert Young. Um homem lindo e cheio de alma. Ele era um talento insubstituível, muito admirado pelos companheiros.” Os ex-colegas de banda publicaram a seguinte mensagem: “perdemos o nosso camarada e irmão Robert Young. Era um homem lindo e profundamente nobre. Era um talento insubstituível, muito admirado entre os seus pares.
Nas palavras de Johnny Marr: ‘o Throb com uma Les Paul goldtop – imbatível'”.

 Músicos como Mani, seu ex-colega nos Primal Scream e atual membro dos Stone Roses, Liam Gallagher ou Tim Burgess, dos Charlatans, e o escritor Irvine Welsh escreveram mensagens de pesar pela morte de Robert Young.

 “Robert Young, AKA The Throb, faleceu neste fim de semana em Hove. Notícia verdadeiramente devastadora”, postou Mani, em um fórum dedicado ao Primal Scream.

 O ex-Oasis Liam Gallagher também lamentou a morte do músico. “Viva para sempre”, comentou, citando a música de seu antigo grupo, “Live Forever”.

28/08/2014

CHUCK CLOSE

Title: Self-Portrait (1997) 
Chuck Close's work is most often associated in the popular mind with his own likeness. Although it has been chosen by the artist largely for the sake of convenience, Close's self portraits provide an interesting arena for gauging the development of his thought and work over four decades.

The insouciant stare of the young man in Big Self-Portrait makes a striking counterpart to the stolid, knowing gaze of the older Close as represented in this self-portrait of 1997. Indeed, the comparison illustrates the evolution from fledgling artist to international icon.

Compared to the earlier work, the 1990s Self-Portrait also shows how abstraction has come to play a more prominent role in Closes's portraits. Each of the individual units of the grid is a miniature abstract painting unto itself, comprising a panoply of colors and shapes that seem to have jumped directly to the canvas from the artist's palette.

 Close suffered a devastating spinal infection in 1988 that left him a quadriplegic. Since then he has developed an extraordinary technique using a complex grid-based reconstruction of the photographs that he works from - typically portraits of himself, his family and friends - to create really large-scale works. He has also been creating photographic montages on enormous sheets of Polaroid paper amongst many other techniques.

 Charles Thomas (Chuck) Close was born in Monroe, Washington in 1940. He graduated from the University of Washington in 1962 and from Yale in 1964. He was the 1997 UW Alumnus Summa Laude Dignatus - the highest university honor for one of its graduates. Close's work is included in the collections of numerous museums, including the National Gallery of Art (Washington, D.C.), the Museum of Modern Art (New York), the Guggenheim Museum (New York), and the Tate Gallery (London). The New York Museum of Modern Art held a special exhibit of Close's paintings and prints in 1998; the Metropolitan Museum of Art in New York held an exhibit on Close's prints in 2004.

EDWARD HOPPER

Night Windows 1928 Hopper (born Nyack, New York 1882) is the best-known American realist of the inter-war period, once said: 'The man's the work. Something doesn't come out of nothing.' This offers a clue to interpreting the work of an artist who was not only intensely private, but who made solitude and introspection important themes in his painting. By 1899 he had already decided to become an artist, but his parents persuaded him to begin by studying commercial illustration because this seemed to offer a more secure future. Later, at the New York School of Art, he studied under Robert Henri, one of the fathers of American Realism - a man whom he later described as 'the most influential teacher I had'. In 1906 he followed the fashion to study in Paris but was later to claim that it had little effect on him - he hadn’t even heard of Picasso while there for instance. He visited Europe on two more occasions – in 1909 and 1910 – then never went to Europe again. Hopper had settled in Greenwich Village, which was to be his base for the rest of his life, and in 1923 he renewed his friendship with a neighbour, Jo Nivison, whom he had known when they were fellow students under Henri. She was now forty and Hopper fortytwo. In the following year they married. Their long and complex relationship was to be the most important of the artist's life. From the time of his marriage, Hopper's professional fortunes changed. His second solo show, at the Rehn Gallery in New York in 1924, was a sell-out. The following year, he painted what is now generally acknowledged to be his first fully mature picture, The House by the Railroad. With its deliberate, disciplined spareness, this is typical of what he was to create thereafter.

GRATEFUL DEAD - JEFFERSON AIRPLANE - HERB GREENE

May 20-21 1966 Artists James Gardner & Herb Greene. Jefferson Airplane, Grateful Dead at Fillmore Auditorium, SF © 1966 Bill Graham © James Gardner & Herb Greene

06/07/2014

HOLLY TERROR - ANDY WARHOL - BOB COLACELLO

                 Bob Colacello's "Holy Terror" Re-Released



Bob Colacello, the editor of Warhol’s Interview magazine, spent that decade by Andy Warhol's side as employee, collaborator, wingman, and confidante. In the rerelease of Holy Terror, Colacello brings us into Andy's world: into the Factory office, into Studio 54, into wild celebrity-studded parties, and into the early-morning phone calls where the mysterious artist was at his most honest and vulnerable. Colacello gives us, as no one else can, a riveting portrait of this extraordinary man: brilliant, controlling, shy, insecure, and immeasurably influential. When Holy Terror was first published in 1990, it was hailed as the best of the Warhol accounts. Now, some two decades later, this portrayal retains its hold on readers—as does Andy’s timeless power to fascinate, galvanize, and move us. Holy Terror: Andy Warhol Close Up, An Insider's Portrait by Bob Colacello Vintage Publications, introduction by Bob Colacello

R.I.P. ANNIK HONORÉ

Annik Honoré, the inspiration for "Love Will Tear Us Apart", dies aged 56. 

Annick Honoré / Joy Division - "A verdade atinge todo mundo". 

Annik Honoré, a promotora musical belga e jornalista, morreu aos 56 anos. Honoré era mais conhecida pelo seu relacionamento com Ian Curtis, que conheceu em Londres, 1979.

Nascida em 12 de outubro de 1957, na Bélgica, Honoré mudou-se para Londres em 1979, onde se tornou secretária na Embaixada da Bélgica.

Mais tarde nesse ano, Honoré e o jornalista Michel Duval começam a promover shows no Plano K, em Bruxelas. os Joy Division tocaram na noite de abertura do clube no dia 16 de outubro.

 Em 1980, Honoré e Duval fundaram a Factory Records, marca Factory Benelux, bem como o selo musical independente belga Les Disques du Crépuscule.

 Les Disques du Crépuscule lançaram registos de Michael Nyman, Josef K, Cabaret Voltaire, Gavin Bryars, The Pale Fountains, e a cassete, From Brussels With Love, que incluía contribuições de John Foxx, Thomas Dolby, Bill Nelson, Brian Eno e Durutti Column.

Honoré deixou o mundo da música na década de 1980 e trabalhou para a União Europeia, em Bruxelas.

 Falando sobre seu relacionamento com Ian Curtis, em 2010 Honoré disse: "Era uma relação completamente pura e platônica, muito infantil, muito casta ... eu não tive uma relação sexual com Ian, ele estava a usar medicação, tornou-se num relacionamento não-físico, estou tão farta que as pessoas questionem a minha palavra ou a sua: as pessoas podem dizer o que quiserem, mas eu sou a única pessoa a ter as suas cartas ... Uma das suas cartas diz que o relacionamento com a sua esposa Deborah já tinha terminado antes de nos conhecermos uns aos outros. "
Ian e Deborah Curtis separaram-se antes de ele cometer suicídio. numa série de entrevistas a proposito do filme, "Control". falou sobre o relacionamento do casal dizendo "durante o meu casamento eu estava completamente alienada dos meus amigos e da minha família".

 Os dois casaram-se em 1975, quando Deborah tinha 18 anos e Ian 19. Quatro anos mais tarde uma menina Natalie Curtis, nasceu, justamente quando os Joy Division se separaram.

O sucesso não foi bem-vindo, o casal tinha problemas de dinheiro, e a combinação da vida de um artista pop, a epilepsia de Ian, o seu temperamento e as depressões não aliviaram uma união estável.

No mesmo ano, quando a sua filha nasceu Ian começou uma relação com Annik Honoré, uma jovem trabalhadora na Embaixada da Bélgica.

 We're looking to give the world a truthful view of who Ian really was ... Given his suicide, there's so much concentration on the dark side of his life. We want to also concentrate on the energy that made people love Ian and Joy Division in the first place, while putting difficult elements such as his epilepsy into perspective. It will be a balanced approach - this isn't the rock and roll Shine."

 Honoré morreu a 3 de julho, de 2014, depois de uma doença grave.
Ian Curtis morreu a 18 de maio, de 1980, aos 23 anos.

28/06/2014

R.I.P. HORACE SILVER

Morreu o pianista de jazz e pioneiro de 'hard bop'. Horace Silver, a morte de um mestre do ritmo, de um ícone do jazz, 1928-2014.

 O pianista e compositor de jazz Horace Silver, pioneiro do "hard bop" na década de 1950, faleceu na quarta-feira, 19 junho, 2014, aos 85 anos, anunciou a NPR, a Rádio Nacional Pública americana, em sua página on-line, citando o filho do músico.

 Nascido em Connecticut (nordeste dos EUA), Horace Ward Martine Tavares Silva era de uma família originária do Cabo Verde e, desde a infância, foi influenciado pela "folk music" das ilhas da costa do Senegal. Horace Silver começou tocando sax tenor e, em seguida, passou para o piano, acompanhando o saxofonista Stan Getz em sua turnê. Depois, instalou-se em Nova York, onde trabalhou por 25 anos para o selo Blue Note.

Seu primeiro álbum, "Horace Silver and the Jazz Messengers", é considerado a pedra angular do "hard bop", que se inspira no R&B;, no gospel e no blues, em oposição ao "cool jazz", o jazz "dos brancos".

 Começou por ser saxofonista no Connecticut natal, mas seria já depois de trocar o saxofone pelo piano e Connecticut por Nova Iorque que Horace Silver começou a destacar-se e a iniciar um percurso que o preservou como um dos fundadores do hard bop e um músico que, pela elegância e simplicidade melódica e pela dinâmica cativante do ritmo, se tornaria uma referência no final da década de 1950 e na seguinte.

 Nascido Horace Ward Martin Tavares Silva a 2 de Setembro de 1928, Silver tocou com gigantes como Stan Getz, o primeiro a reconhecer-lhe o talento, Miles Davis ou Lester Young. Fundou os muito influentes Jazz Messengers com Art Blakey, e ajudou a revelar talentos como o saxofonista Joe Henderson, o trompetista Art Farmer ou o baterista Billy Cobham.

 Filho de um cabo-verdiano imigrado nos Estados Unidos, John Tavares Silva, operário numa fábrica de borracha e multi-instrumentista (violino, mandolim) que seria influência musical marcante (o clássico Song for my father inspira-se nas tardes passadas a ouvir o pai e o tio tocarem mornas e coladeras), o pianista morreu de causas naturais esta quarta-feira na sua casa em New Rochelle, Nova Iorque, adiantou o seu único filho, Gregory, à NPR. Horace Silver tinha 85 anos. “Pessoalmente, não acredito em política, ódio ou fúria na minha composição musical. A música deve levar felicidade e alegria às pessoas e fazê-las esquecer os seus problemas”, escreveu no texto de acompanhamento de Serenade to a Soul Sister, álbum editado em 1968.

 Na década seguinte, iríamos encontrá-lo a procurar dar voz a essa necessidade, quando gravou uma série de três álbuns conhecida como The United States of Mind, os primeiros em que trabalhou de forma continuada com a voz, incluindo a sua, e que reflectiam um desejo de autodescoberta espiritual através da música.

 Os discos, editados entre 1970 e 1972, não foram consensuais, quer junto da crítica, quer junto daqueles que acompanhavam há muito a sua música. Reflectiam o seu desejo de mudança num mundo que, também ele, mudava rapidamente. Porém, Horace Silver é celebrado como um dos grandes nomes do jazz pelo que fizera antes.

Outras mudanças: é um dos nomes fundadores do hard-bop, ramificação do revolucionário bebop que, apropriando-se do rhythm’n’blues ou do gospel, colocava a ênfase no ritmo e numa maior simplicidade harmónica. Foi neste período que criou alguns dos seus temas mais famosos, como Filthy McNasty, The Preacher, Sister Sadie, a latina Señor blues ou a supracitada Song for my father. Começava a fazer o seu nome enquanto pianista no circuito local quando, aos 22 anos, Stan Getz ouve o seu trio no clube Sundown, em Hartford.

Trabalharia com o saxofonista durante cerca de um ano, antes de se mudar para Nova Iorque, onde não tardaria a tornar-se músico requisitado pela fervilhante comunidade jazz da cidade, trabalhando com Coleman Hawkins ou Lester Young. Em 1953, fundava com o baterista Art Blakey os Jazz Messengers que, com a sua formação de trompete, saxofone tenor, piano, contrabaixo e bateria, viriam a ser o standard para a instrumentação hard-bop, escrevia ontem Peter Keepnews no obituário publicado pelo New York Times. Keepnews destaca o estilo peculiar de Silver: “Improvisando com destreza motivos engenhosos com a sua mão direita enquanto atacava sonoras linhas de baixo com a esquerda, conseguia evocar simultaneamente pianistas de boogie-woogie como Meade Lux e beboppers como Bud Powell.

Porém, ao contrário de muitos pianistas bebop, Silver enfatizava a simplicidade melódica sobre a complexidade harmónica”. Horace Silver manter-se-ia com os Jazz Messengers durante dois anos e meio, antes de formar o seu quinteto, inicialmente composto pela mesma formação dos Messengers, com excepção de Art Blakey, substituído pelo então muito jovem Louis Hayes.

 Seria enquanto líder que gravaria álbuns como 6 Pieces of Silver (1956), Blowin’ the blues away (1959), Song for my father (1965) ou The Cape Verdean Blues (1965), todos eles editados pela Blue Note, a mítica casa discográfica à qual esteve ligado entre 1955 e 1980.

 Um dos nomes mais célebres do jazz em palco e em disco durante a década de 1960, com o groove do seu hard-bop a servir como banda-sonora perfeita para o período (influência transversal: os Steely Dan criaram o seu maior sucesso, Rikki, dont’t lose that number, sobre a linha de baixo de Song for my father), Horace Silver manter-se-ia bastante activo em palco e em estúdio nas décadas que se seguiram.

No início dos anos 1980, fundou a Silveto, editora de vida curta, antes de prosseguir carreira com álbuns para a Impulse!, Verve ou Columbia.

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