26/11/2012

THE BEATLES

Amanhã, 27 de Novembro, vão a leilão as fitas da mítica audição dos Beatles para a Decca, feita a 1 de Janeiro de 1962.

 Nos estúdios da editora Decca, os Beatles gravaram 15 canções a 1 de Janeiro de 1962 - e foram rejeitados em favor dos Tremeloes de Silence is golden. Dez delas vão a leilão no próximo dia 27 de Novembro.

Dick Rowe ficou tragicamente na história por dois momentos embaraçosos. Enquanto A&R (responsável por artistas e repertório) da Decca, e o seu assistente Mike Smith, recusaram os Beatles em 1962 e, enquanto os recusava, terá confessado a Brian Epstein, o manager da banda, a sua convicção de que “os grupos de guitarra estão prestes a desaparecer”.

Rowe e Smith estavam fazendo testes a dois grupos no dia de Ano Novo de 1962. Um grupo era Brian Poole & The Tremeloes, uma banda de Dagenham, que tiveram vários sucessos moderados. O outro era um bando desalinhado de Liverpool com um baterista incompetente. Rowe deu Smith a decisão final, e Smith decidiu assinar com os Tremeloes.

Paul McCartney, em entrevista um par de anos mais tarde comentou: "Eu aposto que ele está chutando a si mesmo", a que John Lennon respondeu: "Eu espero que se chute ate á morte", mostra que foi um golpe para as esperanças da banda na época.
 O que é um pouco menos conhecido é que Rowe depois assinou com os Rolling Stones depois de George Harrison lhe ter recomendado.

 A recusa revelar-se-ia trágica para Dick Rowe, responsável um ano depois pela contratação dos Rolling Stones, mas que a história preserva como o homem que disse não aos Beatles. Para perceber a recusa, teríamos que recuar ao primeiro dia de 1962, data em que os Fab Four gravaram cerca de 15 canções nos estúdios da Decca no norte de Londres. Ou então, arrematar as fitas com dez dessas canções que irão a leilão a 27 de Novembro - quando também a guitarra "incendiada" por Jimi Hendrix em 1967 será apresentada para leilão.

Ted Owen, da leiloeira The Fame Bureau, especializada em itens pop, explicou à Reuters que, apesar de existirem maquetes em circulação da mítica sessão, este “safety master” [uma cópia de salvaguarda das fitas originais] distingue-se pelo som. “Nunca ouvimos esta qualidade sonora”, afirma.

A audição, produzida por Tony Meehan, que fora baterista dos Shadows, durou uma hora e, nela, a banda interpretou versões de Money (That’s what I want), Too know her is to love her ou Till there was you e originais como Hello little girl ou Like dreamers do. John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Pete Best, então baterista da banda - Ringo Starr surgiria em cena pouco depois -, acabariam rejeitados em favor dos Tremeloes de Silence is golden, que gravaram uma audição no mesmo dia. “Os Beatles não têm futuro no mundo do espectáculo”, sentenciou a Decca.

Espera-se que as fitas, onde a banda é identificada como Silver Beatles, designação que manteve durante um breve período, atinjam um valor entre os 22.200 e os 24.700 euros.

HAJA PACIENCIA ROLLING STONES

Os Rolling Stones voltaram no tempo em grande estilo ao realizarem, no domingo (dia 25), o seu primeiro show em cinco- Londres no O2 Arena a 25 e 29 de Novembro, em Nova Jérsia, no Prudential Center, a 13 e 15 de Dezembro, revisitando os sucessos do meio século de trajetória artística da banda. Diante de 20 mil pessoas que lotaram a O2 Arena, em Londres, rebateram desde a primeira música, “I Wanna Be Your Man”– as suspeitas de que a idade poderia ter tirado o pique da banda.

Ainda houve participações de convidados como a cantora e compositora norte-americana Mary J. Blige, em “Gimme Shelter”, e o guitarrista Jeff Beck, em “I’m Going Down”.

Bill Wyman e Mick Taylor, ex-integrantes da banda, também fizeram companhia a Mick Jagger, Ronnie Wood, Keith Richards e Charlie Watts, algo inédito em 20 anos.

 Os Rolling Stones  uma banda de rock inglesa formada em Londres,25 de Maio de 1962, são um dos grupos mais antigos ainda em actividade. Ao lado dos Beatles, foram a banda mais importante da chamada British Invasion ocorrida nos anos 60, que levou aos EUA diversos artistas ingleses até então desconhecidos do grande público americano.

Formados originalmente por Mick Jagger, Keith Richards, Brian Jones, Bill Wyman e Charlie Watts,  50 anos de carreira, e hits como (I Cant Get No) Satisfaction, Start Me Up, Sympathy For The Devil, Jumping Jack Flash, Miss You e Angie, entre outros fizeram dos Stones uma das bandas mais conhecidas da música mundial.

 Os Stones que estrearam  “Crossfire Hurricane”, o documentário de Brett Morgen sobre os seus 50 anos de carreira, e vai ser lançado a 12 de Novembro uma colectânea dos seus sucessos, intitulada GRR!. A compilação traz ainda dois inéditos, Doom and Gloom e One Last Shot.

TOP FLOP

 NÃO INTERESSA PARA NADA
Os Coldplay anunciaram uma pausa de três anos num concerto em Brisbane «Foi o nosso último grande concerto em três anos ou assim», anunciou Chris Martin, apesar de a banda ainda ter três datas até ao final do ano

19/11/2012

DIA DO MEU ANIVERSARIO- 19 NOVEMBRO

Nasci numa segunda-feira.
O meu signo é Escorpião.
A pedra é Topázio Amarelo ou citrino.
A flor de nascimento é o crisântemo.
Nasci no ano chinês do tigre.
Nos anos do cão tenho 350 anos de idade.
Tenho 18.263 dias de idade.
Tenho cerca de 438.331 horas de idade.
Tenho cerca 1,577,992,938 segundos.

18/11/2012

ANDY WARHOL

Andy Warhol – Portfolios Dulwich Picture Gallery 
Andy Warhol, Tree Frog (From the Endangered Species Series).

SARAH LUCAS

Sarah Lucas: Franz West: Situation - Sadie Coles (New Burlington Pl) Em fevereiro de 2012, abriu a Situation, uma nova galeria na 4 New Burlington Place. Dedicada à obra de Sarah Lucas, apresentou novas instalações, em fevereiro, maio, agosto e novembro de 2012, ao lado de um programa orgânico de eventos dirigidos pela propria artista.

SARAH LUCAS

Sarah Lucas

On Emin: "It's a bit second-rate, really, to exploit all that personal stuff", Lucas told The Independent. When asked if she was saying that Emin's work was second-rate, she replied: "Yes, I suppose I am"
On Hirst: " I'm not a fan of Damien's work either"

15/11/2012

DNTEL - Worst Album Covers of 2007

Worst Album Covers of 2007 - Dntel: Dumb Luck

R.I.P. PETE NAMLOOK

Morreu o músico alemão Pete Namlook, uma das figuras mais influentes nos anos 1990 da música ambiental e das correntes mais tranquilas do trance. O músico residente em Frankfurt construiu uma reputação como um produtor surpreendentemente trabalhador, curador e aventureiro da música eletrónica, faleceu na semana passada, dia 8, mas a família só esta quinta-feira divulgou o óbito – não explicitando as razões –, acabando dessa forma com os rumores sobre a sua morte que existiam na Internet.

A sua discografia é extensa, contando com mais de 150 referências em CD, entre elas colaborações de prestígio ao lado do canadiano Richie Hawtin (com quem editou três volumes da série From Within), com os Biosphere (através da designação The Fires Of Ork) ou com o alemão Uwe Schmidt.
Pete Kuhlmann de seu verdadeiro nome, tinha 51 anos e estava ainda no activo, colaborando com produtores do tecno e do house, como o alemão Move D, mas foi sem dúvida a actividade na sua própria editora, a Fax, onde editou dezenas de CD, que lhe granjeou culto entre os amantes de sonoridades cósmicas.

Pete Namlook, não só um compositor envolvente Eno-esque ambient mas uma das figuras-chave da cena; desde 1992, criou a sua editora FAX +49-69/450464 (aka Fax Records )como um meio de lançar as suas próprias produções e colaborações, lançou álbuns incontáveis ​​(geralmente em quantidades limitadas) de música experimental, muitos dos quais agora fazem parte do alicerce do género do ambient. O catálogo começado por números com PK significava um lançamento a solo, com PS apontava para outros artistas, e PW eram reservados para exercícios colaborativos. Cada um dos lançamentos raramente eram impressos em lotes de mais de 1000, FAX construiu um cache consideravelmente de culto.

Tornando-se uma referência para a música de sintetizador desde os anos 1990. O seu trabalho abarcava tudo, de Eno-e material kosmische de inspiração ao trance, techno, psych, e clássico. Namlook também colaborou com artistas como Klaus Schulze, Bill Laswell, Biosfera, Richie Hawtin, e muitos outros.
A lista de artistas que lançaram trabalhos na Fax pode dobrar como uma metade da fama ambient, incluindo Richie Hawtin,  Tetsu Inoue, Atom Heart, Bill Laswell, e muito mais.

As contribuições para  ambient feitas por Namlook (cujo verdadeiro sobrenome é Kuhlmann, para o qual "Namlook" é uma inversão fonética) não pode ser exagerada, pois  podem provavelmente ser mesmo mal compreendidos neste momento. Namlook faleceu quinta-feira passada, aos 51 anos, devido a causas desconhecidas. A sua filha, Fabia, divulgou um comunicado hoje na Resident Advisor. Aqui está a declaração na íntegra:

"É com muito pesar que anunciamos o falecimento de Peter Kuhlmann, AKA Pete Namlook. Ainda estamos chocados e está trabalhando num anúncio oficial que vai seguir em breve para trazer clareza nas nossas mentes. Como a palavra espalha na internet mais e mais nós apenas queremos deixar claro que ele morreu em paz, como ainda de causas não especificadas a 8 de novembro de 2012. Iremos anunciar mais detalhes como e quando necessário".

RECOIL - ALAN WILDER

Alan Wilder regressa a Portugal 19 anos depois! de cá ter estado em 1993, então como membro dos DEPECHE MODE para os dois concertos da Devotional Tour. Estive presente e foi um grande concerto.
O ex-Depeche Mode  apresenta, na Capital Europeia da Cultura, uma performance única: o filme-concerto A Strange Hour in Budapest. 2012.11.23.
 
Editado a 1 de junho de 2012 por Attila ‘Atus’ Herkó, o filme celebra os 25 anos de Recoil, projeto a solo de Alan Wilder. 
 
Recoil é um projeto nascido em 1986 com base num EP de duas faixas intitulado 1 + 2. Alan Wilder assume-se como um pioneiro em tecnologias de sampling, criando algo absolutamente novo, avant-garde e eletrónico, e diferente  do registo dos Depeche Mode.

Além da projeção do filme, está também agendada a atuação do português Alex Fx. O miniconcerto foi preparado exclusivamente para este evento e servirá de igual modo, não só como uma viagem pelo universo sonoro (e visual) do Alex FX, mas também da sua incontornável aproximação ao universo Recoil, uma vez que nunca negou (e é de resto bastante patente) a influência de algumas sonoridades nas produções que tem vindo a efetuar mais recentemente.

A noite reserva ainda uma sessão de perguntas e respostas e um Meet&Greet com Alan Wilder, terminando com uma after-party, no CAE S. Mamede.

KRAFTWERK

Em Abril 2012, os míticos Kraftwerk deram oito concertos no MoMA de Nova Iorque - numa séria a que chamaram Kraftwerk – Retrospective 12345678 - em que tocaram oito álbuns da sua discografia por ordem de lançamento.

Os pioneiros da electrónica apresentaram uma performance audiovisual, levando o público numa viagem ao longo da sua extensa e celebrada discografia. Como nem todos tiveram o privilégio de estar em Nova Iorque durante os oito dias de retrospectiva dos visionários robóticos alemães, o público encarregou-se de registar vários dos momentos altos como “The Robots”, “Radioactivity” ou “Trans Europe Express”, compilados na playlist de Youtube.

Depois de terem apresentado um percurso integral pelos seus álbuns editados depois de Autubahn (1974) no MoMA, em Nova Iorque, os Kraftwerk anunciam agora semelhante série de atuações no museu Kunstsammlung Nordrhein-Westfalen, na Alemanha.A série de concertos Der Katalog – 1 2 3 4 5 6 7 8 será acompanhada pela inauguração de uma exposição de fotografias no NRW Forum e pela edição de uma caixa antológica da sua discografia semelhante à que já editaram, mas com as versões em alemão dos seus discos.

MICK KARN -STEVE JANSEN - RICHARD BARBIERI


Jansen / Barbieri / Karn 
“Begining To Melt” 
Medium Productions 
(1993)

Nascido 24 de julho de 1958, Mick Karn emigrou para Londres como um cipriota grego quando tinha 3 anos de idade e desde cedo estava à procura de maneiras de se expressar. Começou com o órgão aos 7 anos e, em seguida, o violino, quando tinha 11, ambos duraram apenas 3 anos antes de lhe ter sido oferecida a oportunidade de assumir o fagote com a orquestra da escola e, mais tarde escolhido como membro da London School Symphony Orquestra.

Depois de um grande show, que foi transmitido pela Radio 4, o fagote foi roubado a caminho de casa. A sua escola recusou-se a comprar-lhe outro, e de raiva a sua decisão foi comprar uma guitarra baixo $ 5 de um amigo de escola .. E assim terminou a carreira de Mick na música clássica.

Por esta altura, ele já tinha feito amizade com os adolescentes David Sylvian e o irmão mais novo, Steve Jansen, que coincidentemente foram aprendendo a tocar os seus próprios instrumentos, David uma guitarra acústica e Steve, bongos. Parecia uma progressão natural, David passar para uma guitarra elétrica, e se Steve então avança para a bateria, eles poderiam formar uma banda juntos e escapar dos limites do sul de Londres.  

Esse era o plano e um mês depois os Japan tocaram pela primeira vez a 1 de junho de 1974, quando Mick tinha 15 anos. Ao longo dos próximos dois anos, cada um concentra-se no desenvolvimento dos seus próprios estilos, e juntos vão ensaiando a sua própria música todos os dias.

 Mick esbarrou numa manhã com Richard Barbieri (outro amigo de escola), que ele convidou para um de seus ensaios diários. Richard instantaneamente quis se juntar à banda. Eles precisavam de um teclista e não estavam muito preocupados com Richard que não tinha experiência músical, porque o mais importante é que ele tinha um emprego estável, trabalhava num banco, e assim tornou-se a principal fonte de renda para o equipamento da banda.
 O punk rock estava no seu pico e, como reação a ele, os Japan decidiram não ser vistos como parte da moda e assim foam na direção oposta, criando o seu próprio visual com o cabelos longos tingidos e maquilhagem.

 Tournés pelos EUA e Europa, emergentes no Reino Unido foram anunciados como inovadores de um novo som e era na música, os New Romantics. Para os Japan, isso simplesmente significava que era hora de, mais uma vez, seguir em frente deixando os outros para trás. Ninguém poderia ter previsto a direção que tomaria o seu quinto álbum, Tin Drum, em 1981, uma mistura de música pop chinesa com humor peculiar tornando-se um trabalho verdadeiramente notável e original. Nem alguém poderia ter previsto que seria álbum de estúdio do passado dos Japan.

Até agora, Mick Karn havia sido certamente ouvido e lança os seus títulos individuais, o primeiro álbum na Virgin em 1982. O seu estilo único tinha músicos de todos os tipos e géneros que querem a sua contribuição para o seu próprio trabalho, de Jeff Beck a Gary Numan. Nesse mesmo ano,  foi escolhido por Pete Townshend para ser parte de um supergrupo,  tocar para o príncipe Charles e Lady Diana em celebração do seu noivado. Mick deixou uma impressão marcante no evento, que mais tarde levou parao trabalho colaborativo com Midge Ure e gravações com Kate Bush e Joan Armatrading.


Karn também havia surpreendido o mundo da arte, mantendo a sua exposição a primeira escultura em 1981 para a aclamação da crítica, com muitas opiniões e colunas de revistas geralmente não frequentados por músicos. Provando-se como um talentoso artista com as as suas obras, muitas vezes perturbadoras de arte, realizou cinco exposições em Londres, Japão e Itália. O próximo projeto um trio com o vocalista Pete Murphy (Bauhaus) e o baterista Paul Lawford. Dali´s Car, lançam, The Waking Hour em 1984,
com toda a instrumentação escrita e interpretada por Mick, um experiencia em retirar a música até o  mínimo, mantendo um estado de espírito forte e sabor Médio Oriente. Um gosto de que retirou da mãe, que costumava ouvi-la.

 Um projeto experimental, Polytown, viu o trabalho de Karn com David Torn e o baterista Terry Bozzio. Depois veio outra decisão surpresa e uma permanência do trabalho a solo como Japan reformados para um  álbum sob novo nome, Rain Tree Corvo em 1991. A gravação, nenhuma referência ao local onde os Japan haviam parado, mas mostrou uma maturidade diferente entre os membros.

 Mick decidiu tocar um baixo desconhecido de cinco cordas para diferenciar a sua maneira de tocar a partir do estilo a que os ouvintes se tinham acostumado, em alguns casos deixou o baixo por completo, concentrando-se no clarinete baixo como instrumento principal.

Os Rain Tree Crow é o nome do álbum e do grupo resultante da reunião dos músicos originais dos Japan; David Sylvian, Mick Karn, Richard Barbieri e Steve Jansen.

 Steve Jansen, Richard Barbieri e Mick Karn,continuaram a colaborar em vários projetos, nomeadamente tocando em discos de bandas como No-Man ou Porcupine Tree.

 Sem David Sylvian, que depois da experiência nos Rain Tree Crow partira para novas experienecias(pouco depois gravou um álbum com Robert Fripp), os restantes três ex-Rain Tree Crow (que é como quem diz ex-Japan) resolveram juntar num mesmo disco algumas das peças que entretanto haviam criado e gravado.

FRANZ KAFKA

Condenado pelo autor antes da morte, esse texto fragmentado foi salvo da fogueira, seu amigo Max Brod, que o lançou em 1927.

Segundo Max Brod, o amigo que se recusou a destruir os manuscritos de Kafka (1883-1924), contrariando a vontade do escritor à morte, "O Desaparecido ou Amerika", romance inacabado escrito entre 1912 e 1914, deveria terminar com um capítulo sobre o "Theatro de Oklahama", "o maior teatro do mundo". O que Kafka deixou desse "último capítulo" não passa de um fragmento, mas é uma das principais chaves para a compreensão do seu primeiro romance.
 
O austríaco Thomas Bernhard dizia: "Quando se abre um dos meus livros, acontece o seguinte: é preciso imaginar que se está no teatro". Seria possível dizer a mesma coisa de qualquer livro, de qualquer autor. Todo romance encena um tipo de teatro. Kafka, Beckett e Thomas Bernhard, entretanto, fazem desse elemento da representação literária uma evidência incontornável para o leitor. Trata-se sempre de uma representação da representação.

O "lugar" encenado na literatura é uma combinação de imaginação e memória, uma recriação simbólica do mundo pela imaginação. 


A América de Kafka é "Amerika", um país ao mesmo tempo imaginário e real. Kafka nunca pôs os pés fora da Europa.A América de Kafka é uma espécie de empresa que abarca o mundo, onde a redenção é conseguir um emprego, conseguir fazer parte, pertencer.

NOEL GALLAGHER - CITAÇÃO

Noel Gallagher fez mais uma declaração provocando o seu irmão e ex-companheiro de Oasis, Liam Gallagher. "O Liam parece um boneco de brincar daqueles que guincham.Pragueja muito, só que de blazer"

10/11/2012

MUSICOS QUE TEM UMA RUA COM O SEU NOME


PETER HOOK EM LISBOA

Alinhamento do concerto em Lisboa

Em recente entrevista ao jornal Público, Peter Hook desmentiu a ideia de estar a fazer concertos centrados na obra dos Joy Division por dinheiro, “Durante anos os Joy Division pareciam ser um fantasma para os New Order [banda em que se juntaram os restantes músicos da banda após a morte de Ian Curtis, a 18 de maio de 1980]. Só tocávamos Joy Division em funerais ou aniversários.

 É tempo de celebrarmos, sem complexos, o que fizemos. Estou farto de filmes, documentários ou livros acerca de nós feitos por pessoas distantes, que não estavam lá, enquanto nós, que éramos do grupo, que estávamos por dentro, nada fazemos para contar a nossa história.

 «Já o fizemos com os discos «Unknown Pleasures», «Closer» e «Still». E quando em Janeiro começarmos a fazer o mesmo com o «Movement» e o «Power, Corruption and Lies», dos New Order, vai acontecer algo semelhante», justifica.

 É isso que fiz no livro [‘Unknown Pleasures: Inside Joy Division’]. É isso que faço em palco”.

 Hook comentou ainda as acusações de Bernard Summer classificando-as de «vindas sobretudo do Bernard, ele que terminou há pouco uma grande digressão usando o nome New Order. Tenho para mim que os New Order se separaram em 2006. Se eu estou a fazer isto pelo dinheiro… é tudo muito hipócrita», atacou.

Ainda que se vissem alguns jovens no CCB, a maior parte do público exibia com muito orgulho alguns cabelos brancos. As memórias de uma juventude tingida de negro e revestida de gabardinas era exultada por muitos enquanto a hora de aproximava. Já perto da entrada de Mr. Hook e companhia em palco, o PA tocava em alto e bom som “Dirty Old Town”, dos Pogues. A festa estava prestes a começar.

Tal como foi prometido ( Peter Hook ao Palco Principal) o concerto começou com “Atmosphere”, um dos maiores hinos dos Joy Division, tendo o final desta verdadeira demanda musical sido assinalado com “Ceremony”.

Ao quinto tema chegou o incontornável “Unkowmn Pleassures”. Mas é com os primeiros acordes de “She’s Lost Control” que a plateia acorda.“Shadowplay”, uma das mais emblemáticas canções dos Joy Division, leva a multidão a bater palmas.Já com a imagem de “Closer” no palco, Peter Hook e os The Light tocam “Heart and Soul”. Mas é com “Love Will Tears Us Apart” que a casa vai quase a baixo. Regressando apenas com ‘Ceremony’, tema que encerrou mais uma visita do ex-baixista dos Joy Division a Portugal.

 Ao todo foram tocadas 22 canções. Vinte e dois pedaços de música, vida e celebração.

 O baixista, que neste espectáculo é vocalista e tem o filho no baixo, explicou  «a ideia é voltar a Lisboa para tocar o «Closer».

Long live to Joy Division.

PETER HOOK EM LISBOA

Peter Hook & The Light- (o baixista dos The Light é o seu filho Jack Bates, Nat Wason na guitarra, Paul Kehoe na bateria e Andy Poole nas teclas) ), mostrou que a luz dos Joy Division ainda se acende num concerto visceral em que as emoções foram mais fortes que as cadeiras no CCB.

Os prazeres desconhecidos imortalizados pelos Joy Division foram partilhados por Peter Hook e público num concerto em que as cadeiras não impediram invasão de boca de palco.
Se as canções dos Joy Division são maiores que a vida, as de «Unknown Pleasures» são imortais mas o que separava Peter Hook & The Light da vitória antecipada não era a reacção do tempo ao álbum mas antes a legitimidade de subir ao palco sem Bernard Summer e Stephen Morris, isto é a banda sem Ian Curtis.

A questão põe-se ao contrário: os New Order sem Peter Hook fazem sentido? Por agora, era a vez de Peter Hook ser escrutinado mas quando o baixo de «Atmosphere» irrompeu no nevoeiro virtual do CCB, todas as teorias foram parar ao coração. A cortina de incerteza estava descerrada e a, partir daí, era só seguir o mapa do coração.

Foi um concerto em crescendo, visceral, sem grande necessidade de comunicação - apesar de um «you're fucking wild» já no final - porque as canções vivem por si. E numa época em que muito se discute o papel da música e a forma como a escutamos, ontem ela foi defendida enquanto arte perante uma plateia muito generosamente composta por herdeiros das tribos.

O pretexto do concerto foi então «Unknown Pleasures» mas o alinhamento total de 22 canções não se poderia esgotar aí - o alinhamento terminou com «Ceremony», a canção que faz a ponte entre os Joy Division e os New Order (foi primeiro single destes), possivelmente para construir uma primeira ponte com os concertos evocativos de «Movement» e «Power, Corruption & Lies» agendados para Janeiro do próximo ano.

Antes, um encore catártico com «Dead Souls», «Transmission» e «Love Will Tear Us Apart» tinha rebentado com quaisquer vestígios de erudição no CCB. A invasão precoce de primeira fila era seguida de um cenário tipo estádio com coros que se antecipavam ao refrão e uma vontade imensa de centenas de pessoas de subir ao palco.

Não foi possível mas Peter Hook haveria de escrever no Facebook que o concerto de Lisboa tinha sido um dos melhores de sempre, alimentando o desejo de regressar a Lisboa agora com o concerto de «Closer». Depois de ontem, a promessa manifestada ao I é certamente para cumprir.
«Aqui está o alinhamento do concerto de Lisboa, tão grande que nem cabe numa só página! Obrigada a toda a gente que veio ver-nos, foi um dos nossos melhores concertos de sempre. VAMOS VOLTAR!», escreveu.

Tal como o concerto dos New Order em 2005 no Super Bock Super Rock, Peter Hook & The Light trouxeram litros de emoção para distribuir por todos aqueles que nunca puderam ver os Joy Division. Não foi uma noite perfeita mas os possíveis defeitos - a voz de Peter Hook e a sensbilidade da banda - ficaram em Manchester.

 Davide Pinheiro

 Muitos jovens, ainda não eram nascidos quando os Joy Division terminaram há 32 anos, polvilhavam a plateia e foram dos mais entusiastas.

REMOVE UMA LETRA DO POSTER DE CINEMA


REMOVE UMA LETRA DO POSTER DE CINEMA


REMOVE UMA LETRA DO POSTER DE CINEMA

Chegou a vez dos cinéfilos vibrarem de alegria: a ideia é simples: pegue um título de um  filme e tire uma letra. Pronto, você já tem seu novo blockbuster! Ok, só o poster… mas pode imaginar nova  história.

CITAÇÃO - GENERAL PETRAEUS

"Amor e escândalo são os melhores adoçantes do chá".

Petraeus, o brilhante general que arruinou sua carreira por um "caso"

David Petraeus, um militar do mais alto perfil, com amplo conhecimento sobre o Iraque e o Afeganistão, atirou por terra sua brilhante carreira ao renunciar a seu posto à frente da CIA devido a uma relação extraconjugal.
"Após estar casado por mais de 37 anos, demonstrei um critério extremamente pobre ao ter uma aventura extraconjugal. Um comportamento inaceitável como marido e como líder de uma organização como a nossa", disse.

Com estas palavras, em um breve e inesperado comunicado, Petraeus anunciava a sua renúncia, aceita imediatamente pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que reconheceu, no entanto, o "extraordinário serviço" prestado à nação.

O general de quatro estrelas já retirado das Forças Armadas assumiu seu cargo à frente da CIA em setembro de 2011, em substituição ao atual secretário de Defesa, Leon Panetta.

Petraeus foi o artífice da estratégia no Iraque que contribuiu para a queda dos índices de violência no país árabe depois que o então presidente George W. Bush (2001-2009) o nomeou o principal responsável militar americano da força multinacional em janeiro de 2007, cargo que ocupou até setembro de 2008.

Sua chefia foi marcada pelo aumento do número de militares americanos e pela criação dos Conselhos de Salvação, milícias tribais sunitas que colaboram com as tropas estrangeiras e iraquianas em sua luta contra a insurgência.

O seu perfil de estrategista levou a Casa Branca a nomeá-lo em 2010 o chefe da Força Internacional de Assistência à Segurança (Isaf, na sigla em inglês) no Afeganistão, após 20 meses como chefe do Comando Central do Exército dos EUA, com a esperança de que repetisse o mesmo êxito com as 30 mil tropas adicionais aprovadas por Obama em 2009.

Nascido no estado de Nova York em 7 de novembro de 1952, Petraeus destacou-se desde a sua juventude por sua facilidade para praticar todos os tipos de desportos e pelos seus dotes intelectuais.
Com 60 anos de idade, procura manter-se em forma, é amante de ski,  futebol, ea  sua competitividade levou-o a desafiar em algumas ocasiões soldados mais jovens a ver quem fazia mais flexões.

Acostumado a superar desafios na área militar e na sua vida pessoal, em 2009 venceu um cancro de próstata detectado em fase adiantada e que foi erradicado após dois meses de radioterapia.

Formado em 1974 na academia militar de West Point, onde acabou com o décimo melhor expediente da sua promoção, apenas dois meses após a graduação casou com Holly Knowlton, com quem tem dois filhos, Stephen e Ann.

Holly Petraeus apoiou a carreira do seu marido e interveio em favor das famílias dos militares. Actualmente, era a responsável pelo Escritório de Proteção Financeira ao Consumidor para os membros das Forças Armadas

POSTERS DE FILMES - PULP FICTION


POSTERS DE FILMES- TRANSPOTTING


POSTERS DE FILMES


POSTERS DE FILMES

A releitura de filmes modificando os seus posters, trabalhos  normalmente realizados por designers e na essência um trabalho criativo sobre a cultura pop.

MICK JAGGER - MARIANNE FAITHFUL

 As musas por vezes são esquecidas.Marianne Faithfull é mulher forte, independente e cativante que não só foi força inspiradora de um punhado de canções como foi criadora de outras tantas memoráveis.

Nascida em Londres em 1946 Marianne teve o seu primeiro êxito  com a música As Tears Go By em 1964um tema composto por Mick Jagger, Keith Richards e Andrew Oldham, produtor dos Rolling Stones que a tinha descoberto.

A música foi no ano seguinte integrada no álbum December´s Childrem (And everybody´s) dos Rolling Stones,  do qual foi um dos singles.

Depois do êxito de As Tears go By, Marianne, teve uma sequência de outras canções bem sucedidas e acabou por casar com o artista John Dunbar (o homem que apresentou Yoko Ono a John Lennon) de quem teve um filho. Um ano depois do casamento ela deixou o marido, referindo ao New Musical Express: "My first move was to get a Rolling Stone as a boyfriend. I slept with three and decided the lead singer was the best bet.".

Nesta altura ela foi viver para Londres, no apartamento de Brian Jones, também dos Stones, e da sua namorada Anita Pallenberg. Foi também por estes dias que se iniciou o romance, mais que mediático, com Mick Jagger. 

 Marianne Faithful era amiga, parceira de trabalho e amante de Mick. A socialite inglesa já foi vista nua com Mick  numa batida policial.

MARSHA HUNT + MICK JAGGER

Sir Mick Jagger, nascido Michael Philip Jagger, é uma das figuras mais importantes da história do rock. Uma das vozes poderosas da música, Jagger continua no activo com os "Rolling Stones" com a mesma energia e carisma que o consagraram na década de 1960, quando era considerado um ícone da sua geração.

 Jagger era o astro favorito da maioria dos jovens que viveram na revolução cultural da sua época, seja pelo comportamento ousado no palco, a sua marca-registada, ou pela quantidade de vezes que a sua vida pessoal era notícia nos jornais britânicos.

A sua lista de conquistas e escândalos sexuais é assunto há mais de cinco décadas. Nas útlimas semanas o cantor ganhou as manchetes por conta do lançamento da biografia não autorizada "Mick: The Wild Life and Mad Genius of Jagger", que traz detalhes da sua atribulada vida sexual, que incluiria até um romance com David Bowie

Marsha Hunt, a ex-amante de Mick Jagger e a inspiração para o hit dos Rolling Stones, "Brown Sugar" no verão de 1969, vai  vender um lote de 10 cartas que o líder dos Rolling Stones lhe escreveu entre julho e agosto de 1969, estarão à venda para aliviar a "ruína" económica da cantora americana de 66 anos. 

A cantora americana, de 66 anos, vive  numa casa na costa de França, conheceu Jagger quando os Stones convidaram para posar para um anúncio de "Honky Tonk Women", a que se recusou, o comprador deve estar ciente de "um pedaço de história".

"Aquele que tem a impressão de que eu sou rica não me conhece. Uns amigos vieram me visitar e não tinha eletricidade porque a conta estava muito alta. Então um deles disse-me: se tiver algo que você possa vender "  Depois de passar 43 anos escondidas, as cartas serão leiloadas com um preço estimado entre 11.000 e 158.000 dólares. O especialista da Sotheby, Gabriel Heaton, diz que estes manuscritos são " as melhores cartas de Jagger terem vindo a leilão". 

Jagger no verão de 1969 encontrava-se na Austrália filmando o filme "Ned Kelly" ,e as intrigantes cartas a serem leiloadas em 12 de dezembro, falam sobre os livros que Jagger leu, como os diários de Nijinsky, carinhosamente Jagger expressa a sua apreciação para a poesia de Emily Dickinson, a quem chama de "Dix", e a esperança, possivelmente, brincalhão de Jagger de se lançar como Calígula na adaptação cinematográfica de Claudius. 

 As cartas também comentam sobre a morte do ex-membro da banda, Brian Jones, em 3 de julho do mesmo ano. Uma delas, de 20 de julho, intitulada "Sunday the Moon" ("Domingo da lua"), refere-se à expedição satelite Apollo 11 pousando na lua,  outra reflecte a raiva de Jagger por não participar no festival da Ilha de Wight e o aparecimento de Bob Dylan, e  "John & Yoko aborrecidos com toda gente " .

A relação entre o cantor britânico e Hunt foi secreta até 1972 e como resultado tiveram uma filha, Karis.
Hunt, uma americana que veio para a Inglaterra em 1966, atriz e escritora viveu secretamente com Jagger entre 1969-1972.
"As letras falam de um momento incrível das nossas vidas. O verão de 69 foi o fim de uma era de espírito revolucionário, mas não sabia que ele estava prestes a acabar", disse Hunt.

GRACE JONES

Grace Jones at her CD release party, Le Bar Bat, 1993.

JERRY HALL + ANDY WARHOL

Jerry Hall e Andy Warhol, Studio 54, 1977.

09/11/2012

TINA TURNER E AS VOZES DOS PASSAROS

As músicas da cantora Tina Turner estão a servir de estratégia para espantar pássaros e evitar que estes se aproximem das instalações do Aeroporto de Gloucestershire, no Reino Unido.

Temas como ‘Simply the Best’, ‘Goldeneye’ ou ‘Private Dancer’ são transmitidos directamente de um altifalante, colocado sobre uma carrinha que circula em zonas-chave do aeroporto.

A escolha recaiu sobre Tina Turner depois de um teste que permitiu perceber que o timbre da norte-americana era eficaz na altura de afastar as aves que podiam comprometer voos.

O chefe de operações do aeroporto, Darren Lewington, considera que, “normalmente, são usados oradores” para dispersar os animais. “Porém, quando os nossos ruídos não estavam a funcionar devidamente, ligaram o rádio e nesse dia Tina Turner assustou os pássaros”, precisou ao jornal ‘Digital Spy’.

LISBON and ESTORIL FILM FESTIVAL 2012

 Arranca hoje o Lisbon and Estoril Film Festival 2013

Os espectadores poderão escolher entre duas obras na sessão de abertura: o novo trabalho de Paul Thomas Anderson, “The Master”, e “Beasts of The Southern Wild”, de Behn Zeitlin. O primeiro foi premiado em Veneza, o segundo em Sundance e um pouco por todo o lado.

O festival estende-se até ao dia 18 de novembro, com a antestreia da nova obra dos Wachowski, “Cloud Atlas na sessão de encerramento. A maior parte das obras serão exibidas tanto no Estoril (Centro de Congressos e Casino) quanto em Lisboa (Monumental e Nimas).

Entre os convidados, destaques para William Dafoe, Isabelle Hupert, Fanny Ardant, Paul Giamatti, Melville Poupaud, Abel Ferrara, Sarah Gadon, Christian Vadim, Bertrand Bonello, Brandon Cronenberg e Anne Cosigny, entre outros.

Para além destes três filmes, a seleção oficial não competitiva inclui uma quantidade considerável de grandes obras – todas ainda inéditas no circuito comercial português. Entre estas, destaque para “Amour”, de Michael Haneke, Palma de Ouro no Festival de Cannes este ano, e os últimos trabalhos de alguns dos grandes nomes do cinema mundial: François Ozon (“Dans la Maison”), Leos Carax (“Holy Motors”), Alains Resnais (“Vous N’Avez Encore Rien Vu”), Hong Sanq-soo (“In Another Country”), Marco Bellochio (“Bella Addormentata”), Bernardo Bertolucci (“Io e Te”), Michel Gondry (“The We and The I”) e Brian de Palma (“Passion”).

Destaque ainda para a antestreia de “As Voltas da Vida”, filme de Robert Lorenz com Clint Eastwood no papel principal. Por fim, o primeiro filme do filho de David Cronenberg, Brandon, que fez parte da mostra A Certain Regard (Cannes) este ano, e “West of Memphis”, produção de Peter Jackson realizada por Amy Berg. Em termos de cinema português, destaque para a primeira exibição de “Operação Outono”, de Bruno Almeida, que estreia comercialmente dia a 22 de novembro.

Em competição estarão onze obras provenientes da Suécia (“Avalon”), Bósnia (“Children of Sarajevo”), México (“Después de Lúcia”), Itália (“L’Intervallo”), Canadá (“Lawrence Anyways”), Estados Unidos (“Low Tide”), França (“Rengaine”), Áustria (“The Shine of Day”), Espanha (“Sueño Y Silencio”), Cazaquistão (“Student”) e Rússia (“Winter Go Away”).

Nas mostras paralelas, o destaque vai para as retrospetivas que abrangem as obras de Brian de Palma, Hou Hsiao-Hsien, Monte Hellman e Lucrécia Martel – para além de Artazavasd Peleshyan e Adolpho Arrietta na seção “Cineastas Raros”.

08/11/2012

FRANK ZAPPA

The ZAPPA FAMILY TRUST andou muito animada por anunciar um novo conjunto de 2 CDs, lançado via iTunes e  UNIVERSAL MUSIC ENTERPRISES.

 UNDERSTANDING AMERICA é apenas um dos três álbuns de compilação produzidos e intitulados por FZ.(Ironicamente, MOTHERMANIA é outro e também está no cronograma para 30 de outubro.) O projeto é composto por menos de um quarto de títulos disponíveis na versão actual, outras versões anteriores e muitos itens incluindo o título, "Porn Wars Deluxe,"  tema de 25 minutos exclusivo para este lançamento.

Uma mensagem da  Utility Muffin Research Kitchen (próxima de Frank Zappa- Laurel Canyon estúdio) proclama: "Este trabalho é sobre o amor, a paz, a justiça e o modo de vida americano. É sobre compaixão e responsabilidade. É sobre ética e a honra. É sobre o tempo e sobre o dinheiro. A pompa e a falsa circunstância. Previsões e política. É baixo em altas altitudes. Confira o menu para você e você vai ver que os ingredientes principais, cada um na sua própria persuasão e a marinar até ao século seguinte, foram cuidadosamente espetadas e assadas ao pico da perfeição pelo master chef, autor de todo os livros, um grande momento de um cozinheiro, Understanding America. Ah, e, finalmente, é sobre a música. Ponha um pouco no seu caldeirão e, por favor, não se esqueça de votar! "

"A partir do repertório exclusivamente especializado de um artista que nunca deixou a entender que ele estava trabalhando para um público altamente especializado, isto é para você."

 DISC 1

1.         Hungry Freaks, Daddy          
2.         Plastic People                          
3.         Mom & Dad                              
4.         It Can't Happen Here                            
5.         Who Are The Brain Police?                 
6.         Who Needs The Peace Corps?                         
7.         Brown Shoes Don't Make It               
8.         Concentration Moon                            
9.         Trouble Every Day                 
10.       You're Probably Wondering Why I'm Here
11.       We're Turning Again                             
12.       Road Ladies                               
13.       What Kind Of Girl Do You Think We Are       
14.       Camarillo Brillo                        
15.       Find Her Finer                          
16.       Dinah-Moe Humm                
17.       Disco Boy                   
18.       200 Years Old             

 DISC 2

1.         I'm The Slime           
2.         Be In My Video                       
3.         I Don't Even Care   
4.         Can't Afford No Shoes         
5.         Heavenly Bank Account      
6.         Cocaine Decisions  
7.         Dumb All Over         
8.         Promiscuous             
9.         Thing-Fish Intro      
10.       The Central Scrutinizer        
11.       Porn Wars Deluxe  
12.       Tinseltown Rebellion            
13.       Jesus Thinks You're A Jerk

MIKE DOUGHTY

Peculiar compositor Mike Doughty (ex-vocalista dos Soul Coughing) já conquistou um nome para si mesmo como um artista a solo. The Flip Is Another Honey presta homenagem a artistas num álbum com covers de John Denver, Cheap Trick,  Stone Roses, e Stephen Sondheim, e sai a 6 de novembro via Snack Bar / Megaforce. O título é  retirado de um comentário na Variety 1956, do single de Jerry Lee Lewis, "the b-side is also fantastic."


MIKE DOUGHTY - "THE FLIP IS ANOTHER HONEY" TRACK LIST:

1. Sunshine

2. A Fanfare

3. Jimmy Bell
(originally by Cat Iron, based on a version by 15 60 75 the Numbers Band)

4. Take Me Home, Country Roads
(feat. Rosanne Cash; originally by John Denver)

5. Southern Girls
(originally by Cheap Trick)

6. Tightrope
(based around a chorus by The Stone Roses)

7. Send in the Clowns
(originally from the musical "Company," by Stephen Sondheim)

8. Running Back
(originally by Thin Lizzy)

9. Sit Down, You're Rocking the Boat
(originally from "Guys and Dolls," by Frank Loesser)

10. Boy + Angel
(originally by Doveman)

11. Reach Out
(originally by Cheap Trick)

12. Ta Douleur
(originally by Camille)

13. God's Song (That's Why I Love Mankind) (originally by Randy Newman)

14. Mistress
(originally by Red House Painters)

15. Words
(originally by Low)

BANDA SONORA DE THIS IS 40

A banda sonora para a próxima comédia de Judd Apatow, This is 40 é embalado com grandes nomes e talento. Fiona Apple, e composições originais de Norah Jones, Lindsey Buckingham, e Graham Parker.

A lista de faixas também apresenta Ryan Adams, Wilco, Paul McCartney, The Avett Brothers, e Paul Simon, assim como temas escrito pelo colaborador frequente de Apple, Jon Brion.  


A banda sonora foi produzida por Apatow e Karp Jonathan, e chega às lojas a 11 de dezembro via Capitol Records. A estreia nos cinemas é a 21 de dezembro.

This is 40 Soundtrack Tracklist:
01. I’m Your Angel – Yoko Ono
02. Always Judging – Norah Jones
03. What Do You Like? – Graham Parker with Punch Brothers
04. Sick Of You – Lindsey Buckingham
05. Rewrite – Paul Simon
06. Shining Through The Dark (Live) – Ryan Adams
07. Lunch Box Odd Sox – Paul McCartney
08. Brother & Sister – Lindsey Buckingham Featuring Norah Jones
09. Theme 1 (Debbie & Oliver) – Jon Brion
10. Watch The Moon Come Down – Graham Parker & The Rumour
11. Days That We Die – Loudon Wainwright
12. She Acts Like You – Lindsey Buckingham
13. Dull Tool – Fiona Apple
14. Lucky Now (Live) – Ryan Adams
15. I Got You – Wilco
16. Live & Die – The Avett Brothers
Bonus track (digital only):
17. Protection (Live) – Graham Parker & The Rumour

CALIFONE

Sometimes Good Weather Follows Bad People, vinyl reissue (2012)

CALIFONE

Sediada em Chicago a banda ambient neo-folk foi formada em finais dos anos 90 por dois músicos (Brian Deck e Tim Hurley) e Rutili e Massarella, surgiu das cinzas de outra respeitada banda de Chicago de blues-rock, Red Red Meat. Após a dissolução da banda os quatro membros restantes abordaram uma nova musica:  mistura de southwestern  Americana, blues e folk sombrio robusto com atualizada percussão, atmosférica e programação de percussão. O resultado de Good Weather Follows Bad Peoplefoi é a reedição condensada dos primeiros dois EPs, com a adição de duas faixas bónus inéditas.

 Sendo como é um re-lançamento, a questão é se as duas faixas bónus são o suficiente para justificar uma outra compra. A resposta para os fanáticos é não. Uma delas é uma recauchutagem de "To Hush a Sick Transmission," a menor faixa audível no EP de estréia."When the Snakehandler Slips," uma escura e, agressiva, melodia, completa com mais ritmo e distorção difusa em tudo - vocal, guitarra, baixo.


Por que colocar uma reedição? Para alguns músicos, é um meio de examinar o legado de um trabalho passado. Para outros, é uma forma de melhorar a qualidade do som mal dominado no álbum, ainda que de outra maneira, para melhor. E para outros mesmo, é apenas uma vaca leiteira. Para uma escolha de muito poucos, pode ser todas essas coisas. Ainda mais, é raro ver uma banda de forjar uma nova versão de um álbum que tem a capacidade de substituir a inicial em termos de importância e capacidade de o ouvir.

 Na maioria das vezes, os extras são apenas isso: extras. As faixas individuais extras podem prender as próprios contra algumas das músicas da versão original ( o material bónus em relançamentos excelentes da Matador dos Pavement), mas será que alguém realmente os vai ouvir com tanta freqüência? 

Como muitas vezes faz uma banda de tecer lados B, raridades, e trabalho nunca gravado e outro artwork original para algo que não soa melhor, mas é mais coerente? É uma prática que raramente acontece. A menos que nos Califone.
Uma combinação dos dois primeiros EPs  da banda ( intitulados Califone),Sometimes Good Weather Follows Bad People, foi lançado em 2002, com faixas bónus, como é típico com a maioria das reedições. Mas este material, uma vez considerado "extra" nesta edição foi entrelaçado com os registos entre eles para servir como uma ponte de um trabalho para o outro.


 Depois de um tempo, a decisão da editora começou a fazer sentido. Os albums dos Califone são melhor vistos como um todo, em vez de uma série de peças dissecadas. Muitas vezes é difícil dizer onde uma música termina e outra começa, e a reedição de  Sometimes Good Weather Follows Bad People pode ser uma prova dessa fluidez, um documento de uma banda de descobrir o seu som unificado.

OTHER LIVES

O novo EP dos obscuros e místicos Other Lives, intitula-se, Mind the Gap.Quando perguntado sobre as críticas aos vocais no "sophomore" segundo disco de  2011, Tamer Animals, a vocalista  ( pianista, guitarrista e percussionista, porque estamos falando de uma banda onde todos aparentemente fazem tudo) Jesse Tabish explicou que se esforça por ter menos mentalidade de vocalista e queria "deixar os vocais sentar e co-existir com a música." esse é o caso, mais uma vez neste EP de quatro músicas, que serve como um paliativo até ao proximo album.

APPLIANCE - LAND OBSERVATIONS

Entre 1997 e 2003, James Brooks foi o guitarrista e vocalista ocasional do amorfo trio Londrino de pós-rock Appliance. Durante a existência da banda produziu quatro álbuns de estúdio para a Mute e em 2010 a antologia uma infinidade de singles, lados-B, raridades, EPs, Peel Sessions, bem como 3CD Re-Conditioned, umacoleção para a etiqueta pouco impronunciável, RROOPP label.

Desde o início de 2011 Brooks tem operado sob o seu apelido de um homem só como Land Observations, o meio de explorar as possibilidades da guitarra elétrica não acompanhado, direta e indiretamente, canalizando gostos dos Durutti Column, Tom Verlaine, Neu, Brokeback , e  Spacemen 3.

O geograficamente conceptual e sublimemente viciante album de estréia Land Observations-Roman Roads IV – XI está recém-disponível na Mute, precedendo no ultimo ano ao 7” Roman Roads EP, marcado para reprimir as boas-vindas na Enraptured Records nos próximos meses. 


 Afora isso, James Brooks vai tocar Land Observations, em seletivos shows ao vivo no Reino Unido e Europa, bem como a manutenção e exibição da sua carreira paralela como artista visual.

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